Juan Carlos é investigado pelo Tribunal Supremo Espanhol por ter recebido uma propina de US$ 100 milhões da Arábia Saudita depositada em uma conta  na Suíça  em 2008.

O (ex) rei Juan Carlos I, que subiu ao trono em 1975 com a morte do ditador “generalíssimo”  Francisco Franco, se auto-exiliou. Seu paradeiro, segundo os diários espanhois ABC e La Vanguardia seria a República Dominicana.

O rei matando elefantes em Botswana, num safári pago por empresários

Aliado ao fascismo de Franco, ditador que dominou a Espanha de 1936 a 1975, o ex-rei Juan Carlos I se envolveu em várias polêmicas. Em abril de 2012 ele  foi flagrado em Botswana, na África, caçando elefantes. Acontece que naquela ocasião o monarca, era  presidente de honra em seu país da WWF, uma das maiores ONGs ambientalistas do mundo. Ele só se tornou presidente de honra da organização, em 1968, para que a WWF contornasse a proibição, pela ditadura franquista, da atuação de organizações civis no país. Detalhe: o safári de luxo teria sido pago por um milionário saudita.

Juan Carlos I abdicou em junho de 2014, em meio ao desgaste de sua imagem e da casa real. Sua filha Christina foi acusada de corrupção ao lado do marido.

O Tribunal Supremo espanhol anunciou em junho uma investigação sobre os casos e os possíveis crimes do monarca, mas apenas os cometidos a partir de 2014, quando perdeu sua imunidade com a abdicação.

As suspeitas se concentram na comissão de 100 milhões de dólares (85 milhões de euros) que recebeu de maneira secreta em uma conta do Swiss bank em 2008.