Reportagem do Estadão constata que implantação da política de “zero gasto público”, com o congelamento por 20 anos dos investimentos em saúde, educação e combate a desigualdade social iniciada no governo de Michel Temer, após o golpe de 2016  que destituiu Dilma Roussefe, mais recentemente, o endurecimento desse sistema econômico por Bolsonaro estão afundando um setor fundamental para o país: a indústria brasileira.

Em reportagem, o jornal O Estado de S. Paulo publicou, nesta terça-feira (01), que as atividades nas fábricas brasileiras caíram 15% nos últimos 5 anos, enquanto subiram 10% no resto do mundo no mesmo período.

Impossibilitada de governar desde meados de 2015 – quando o golpe foi gestado pela oposição – Dilma foi praticamente impedida de administrar pelo golpistas que já atuavam nos bastidores do Congresso e enterravam medidas positivas para o país apresentadas por sua equipe. Após o golpe de Estado em 2016, o país passou a sofrer cada vez mais com as políticas neoliberais de Temer e o desaquecimento do setor.

Outros fatores recentes também contribuíram para a contínua derrocada da indústria nacional, entre eles estão as quedas nas exportações para a Argentina, a tragédia do rompimento da barreira da Vale em Brumadinho (MG) e a greve dos caminhoneiros em maio de 2018.

O cenário tende a piorar ainda mais com as políticas neoliberais e entreguistas de Bolsonaro e Paulo Guedes. Segundo fonte do Estadão, o país corre o risco até mesmo de sair do Top 10 no ranking mundial. “Vem da entidade (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) o alerta de que o Brasil, que ocupa a nona posição entre os maiores países indústrias, pode deixar, em breve, de aparecer entre os dez primeiros desse ranking”, afirmou o economista Rafael Cagnin para o jornal.

Indústria abandonada

 

desgoverno Bolsonaro vem afundando a indústria desde o início da gestão, provavelmente pela falta de um plano econômico substancial. Em abril deste ano foi registrada queda na atividade industrial de 3,9% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Já no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o recuo foi de 2,7% entre 2018 e 2019. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Meses depois, em julho, os dados do IBGE continuaram a demonstrar queda; na comparação com julho de 2018, o declínio foi de 2,5%.

Em setembro, o relatório Mercado Focus do Banco Central divulgou que os economistas do mercado financeiro projetaram uma retração de 0,29% na produção industrial total de 2019. A péssima gestão de Bolsonaro, o ambiente de baixo crescimento econômico e o alto nível de desemprego afetaram drasticamente a demanda por produtos industriais e, consequentemente, o investimentos no setor.

Com informações de O Estado de S. Paulo