Durante videoconferência João Dória(SP), Flávio Dino (MA) e Renato Casagrande (ES) defenderam afafastamento do presidente por crimes de responsabilidade e contra a saúde pública.

O registro é do Conversa Afiad, do saudoso Paulo Henrique Amorim: a prioridade no momento é o combate ao coronavírus, mas o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) precisa ser investigado.

Esta é a opinião dos governadores João Doria (PSDB-SP), Flávio Dino (PCdoB-MA), Renato Casagrande (PSB-ES) e Helder Barbalho (MDB-PA).

Na última quinta-feira (07/05), eles participaram de um painel online da Brazil Conference at Harvard & MIT.

Dino, no entanto, foi além e disse haver indícios para impeachment do presidente.

“Temos no momento um presidente investigado no STF e se recusando a apresentar provas. Temos este fato. Temos as representações por crime de responsabilidade. Não há dúvida que há razoabilidade para a apreciação disso no Congresso”, apontou Dino.

“O depoimento Moro foi cauteloso, mas ele reitera que houve cometimento na ótica dele um ato ilícito no Direito Pinal e no crime de responsabilidade. Temos elementos de obstrução de justiça, ingerêcia nos outros poderes. As afirmações de Sergio Moro estão provados. O depoimento dele é prova. A ameaça de tirar (Maurício) Valeixo (ex-diretor da Polícia Federal) de confirmou. Foi uma ingerência não só anunciada, mas realizada”, afirmou o governador do Maranhão

“A prioridade é o vírus, mas isso não é passagem livre para o presidente cometer erros”, disse Casagrande.

Para Doria, o presidente deve ser algo de mais pedidos além dos 31 já protocolados no Congresso. “Pela escalada autoritária, até agosto, setembro ou outubro, serão muito mais pedidos”.

Helder complementou: “Agora todos tem que estar focados no enfrentamento ao vírus. A investigação deve acontecer.”

Veja o vídeo.

 

https://youtu.be/f5yeHLvTg24