No popular : ” a merda chegou ao nariz” , os principais bancos privados do país deram um grito de basta à desastrosa política de destruição ambiental do presidente Jair Bolsonaro, através do ministro (?) do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo).

Segundo matéria do jornal Estado de São Paulo (Estadão), os executivos se reuniram com vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) e endossam desconforto com o efeito da questão ambiental sobre a economia brasileira. Mas ao contrário de críticas, trio quer colaborar¨com o governo.

Bancos planejam agora estabelecer um conselho de especialistas que será responsável por auxiliar no desenvolvimento do plano

Bancos planejam agora estabelecer um conselho de especialistas que será responsável por auxiliar no desenvolvimento do plano (Victor Moriyama / Greenpeace /).

Pelo lado do governo, além de Mourão, estiveram presentes a ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM); o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles; e o presidente do BNDES, Gustavo Montezano. Participaram do encontro pelo lado dos bancos o presidente do Santander, Sergio Rial; o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari; e a vice-presidente do Itaú, Claudia Politanski.

Os bancos se juntam a investidores internacionais e grandes empresas brasileiras, que têm demonstrado desconforto com o efeito da questão ambiental sobre a economia brasileira.

No encontro, a equipe do presidente Jair Bolsonaro debateu medidas sobre a conservação ambiental e desenvolvimento da bioeconomia, além de investimento em infraestrutura sustentável e de investimento na área da Amazônia Legal.

Em carta, as instituições financeiras afirmaram que vão apoiar o poder público em iniciativas de estímulo à bioeconomia na região ao desenvolvimento de infraestrutura básica para a população local e fomentem o mercado de títulos financeiros verdes.

“Para que as ações sejam efetivas, é fundamental que ocorra uma intensificação das medidas de proteção da floresta Amazônica”, alertam os bancos, em comunicado distribuído à imprensa após a reunião.

Segundo o comunicado, “a atuação dos bancos será coordenada com o governo, e as ações serão implementadas em alinhamento com as iniciativas públicas”.

Entre as ações planejadas pelos bancos estão o estímulo a cadeias sustentáveis como cacau, açaí e castanha por meio de linhas de financiamento; viabilização de infraestrutura básica como energia, internet, moradia, saneamento e transporte hidroviário; atração de investimentos que impulsionem a bioeconomia; e apoio a lideranças locais em projetos de desenvolvimento socioeconômico.

Os bancos planejam agora estabelecer um conselho de especialistas que será responsável por auxiliar no desenvolvimento do plano.

“A dimensão do desafio impõe uma atuação firme e veloz a todos os atores que puderem participar da construção de um modelo de desenvolvimento sustentável para a Amazônia, que inclua as necessidades da população e de preservação dos nossos recursos naturais”, afirmou Rial, no comunicado.

De acordo com os ministros presentes, Mourão ficou responsável por ser o porta-voz do encontro com os executivos. Ele foi procurado pelo Broadcast/Estadão, mas não atendeu à reportagem até a publicação deste texto.