A revista Época, da Globo, identificou 39 funcionários com indícios de não terem trabalhado nos gabinetes do clã Bolsonaro, apesar de terem recebido 29,5 milhões em dinheiro público através de salários — em valores corrigidos.

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro investiga o esquema que teria sido operado pelo laranja Fabrício Queiroz.

Queiroz e a esposa Márcia estão em prisão domiciliar.

Capa da Revista Época

O senador Flávio Bolsonaro obteve decisão monocrática do STJ para que seu caso fosse transferido da primeira instância.

A expectativa é de que um órgão especial do TJ do Rio determine o indiciamento do senador por uma série de crimes, dentre os quais lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Porém, os indícios apontados pela revista Época confirmam que o rachadão acompanhou a trajetória política do clã Bolsonaro e não beneficiou apenas Flávio.

Jair Bolsonaro e os filhos tiveram 289 assessores pagos com dinheiro público entre 1991 e 2019.

28% dos valores pagos a eles estão sob suspeita, já que há indícios de que ao menos 39 funcionários nunca trabalharam.

O dinheiro desviado dos fantasmas pode explicar o rápido enriquecimento de Flávio Bolsonaro através de transações imobiliárias sob suspeita.

Além desta fonte de renda, Queiroz também recebeu depósitos de pizzarias que estavam em nome do assassino de aluguel Adriano Magalhães da Nóbrega e da mãe dele, Raimunda.

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