Revista mostra duelo entre a Delegada Adriana Accorsi e o senador Vanderlan Cardoso, evidenciando que a campanha segue polarizada e acirrada na reta final.

Reportagem na Revista Época, do grupo Globo,assinada pelos  jornalistas Guilherme Amado e Eduardo Barreto, analisa a corrida eleitoral em Goiânia e constata aquilo que este site tem falado há dias: a disputa pelas vagas ao segundo turno segue indefinida.

A matéria pontua:

“Disputando com um bolsonarista uma vaga no segundo turno em Goiânia, a petista Delegada Adriana Accorsi exibe Lula e o 13 vermelho na sua propaganda e avisa que, se eleita, não buscará pontes com Jair Bolsonaro.

Ex-chefe da Polícia Civil goiana e filha de Darci Accorsi, ex-prefeito de Goiânia pelo PT, Adriana Accorsi tem uma chapa puro-sangue e fala da legenda constantemente”. frisa.

 

Segundo os jornalistas, “nos últimos dias, divulgou um vídeo com Benedita da Silva, Gleisi Hoffmann e Marília Arraes, intitulado “Quem defende você é o PT”.

A Época observa que “as pesquisas de intenção de votos são lideradas pelo emedebista Maguito Vilela, aliado do atual prefeito, Iris Rezende” e que “ MaguitoVilela está há duas semanas internado com Covid e o segundo lugar é disputado por Accorsi com o senador bolsonarista Vanderlan Cardoso, do DEM, que costuma comemorar medidas de Jair Bolsonaro nas redes sociais”. Aqui, na verdade há um incorreção. Vanderlan é do PP e tem o apoio do DEM do governador Ronaldo Caiado.

Dinheiro no bumbum

O colunista da Época observa que “recentemente, Cardoso saiu em defesa de Chico Rodrigues, ex-líder do governo no Senado flagrado com dinheiro na cueca e que empregava Léo Índio, sobrinho de Bolsonaro. Cardoso fez alianças com o PP e PSC, também apoiadores do governo”, pontua..

Segundo a pesquisa Ibope do último dia 5, Accorsi tem 14% das intenções de voto, ante 26% de Vanderlan Cardoso e 33% de Maguito Vilela.

Encomendada pela TV Anhanguera, a pesquisa ouviu 602 eleitores de Goiânia e foi feita de 3 a 5 de novembro. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de identificação na Justiça Eleitoral é GO‐06519/2020.

Quem são os autores da matéria

Guilherme Amado passou pelo jornal  O Globo, revista  Veja e jornal Extra. Recebeu os prêmios Esso e Tim Lopes de Jornalismo Investigativo. É JSK Fellow na Universidade Stanford, e integrante do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos. Fica entre Brasília, São Paulo, Rio e onde mais houver uma boa história para contar.

Eduardo Barretto, que também assina a matéria passou pelo jornal O Globo e pelos sites Crusoé e Poder360. Colaborou também para a Associated Press e O Estado de S. Paulo. Estudou na Universidade de Brasília e na London School of Journalism. Fica baseado na Capital Federal, onde busca histórias sobre o poder.