Na entrevista ao jornal mineiro o militar  que cuida da saúde dos soldados no Exército disse que fez tudo que o presidente Bolsonaro condena: 90% da tropa passou por testagem contra o covid-19, foi feito  isolamento, uso de máscara e  salientou que com estas medidas a mortandade entre os militares era de 0,13% contra 2,5% entre os civis sob a administração do governo Bolsonaro.  O general diz que as Forças Armadas já estão em alerta para a terceira onda da pandemia.

“O Brasil passou dos 300 mil óbitos registrados por covid-19 e uma mortalidade de 2,5%. Já nosso exército se prepara para a 3a onda (sim, estamos só no meio do caminho) e tem uma mortalidade de menos de 0,13% (19,2 vezes menor que a nacional)”, informa o general.

Renponsável pela saúde da tropa, o general Paulo Sérgio informa que 90% dos soldados fizeram testagem, rastreio de contato, lockdown e distanciamento. A entrevista para o Estado de Minas é excelente para entender como o exército se coordenou nacionalmente para manter 700 mil pessoas protegidas da covid-19 e mostra que o desastre que é a administração do capitão na presidência da República.

A entrevista do general Paulo Sérgio revela também que:

1. Nenhum militar foi chamado de maricas, como o povo brasileiro
“Autoridade máxima de saúde no Exército, o general Paulo Sérgio conta que a Força entrou em uma espécie de lockdown, em que integrantes de grupos de risco foram enviados para home office e cerimônias militares acabaram suspensas em todos os quartéis.”

2. O trabalho começou cedo, em 2020

“O Exército, por exemplo, baixou recomendações administrativas claras, com relação à prevenção mais especificamente. A partir dali, foi uma coisa muito disciplinada no uso da máscara, no afastamento social nos refeitórios, nos dormitórios.”

3. Foram seguidos todos os protocolos sanitários mundiais da OMS:

“Todas as medidas sanitárias, diretrizes emanadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), corroboradas pelas nossas diretorias de saúde, são rigorosamente cumpridas em nossos quartéis”

4. Há quarentena e bastante testagem
Quarentena “Desde a chegada ao quartel até a instrução; Quarentena à noite, na hora de dormir. Usamos o termômetro nas entradas, higienização dos pés, álcool em gel, uso da máscara, distanciamento. Nós testamos praticamente todos os recrutas, quase 90%, e o índice de contaminação foi muito baixo.”

5. Planejamento e antecedência, olhar o que acontece primeiro em outros países e se prevenir
“Com antecedência, compramos usina de oxigênio, cilindro e, por meio da Força Aérea Brasileira, suprimos São Gabriel, Tabatinga, Porto Velho e Manaus. Não faltou oxigênio para as organizações militares de saúde do Exército.”

6. Sobre a terceira onda nacional, o jornalista perguntou
“Existe o temor de uma terceira onda em nível nacional?

 “Quando soubemos que França e Alemanha estão começando novo lockdown com esta 3a onda, imaginamos que, como ocorreu na 2a, a onda começa na Europa e dois meses depois se alastra por outros continentes. Então temos de estar preparados para a 3a. onda.”

7. Sobre conscientização da tropa e os resultados desse belo trabalho ouvindo a OMS e a ciência
“Eu acho que não tem local mais seguro para um jovem, hoje, do que dentro do quartel, pois ele está sendo ACOMPANHADO, FISCALIZADO sobre as medidas preventivas, INSTRUÍDO. Os índices de infecção são mínimos, e aqueles casos que se contaminam são resolvidos em internação.”

 

Confira aqui a íntegra da entrevista no Estado de Minas:

Exército espera 3ª onda da COVID-19, diz general Paulo Sérgio