Cristiane Sampaio e Pedro Stropasolas – 
Brasil de Fato – SP – Entregadores de aplicativos realizam nessa quarta-feira uma paralisação nacional por melhores condições de trabalho.

Entregadores de APP em Sâo Paulo – Pedro Aguiar

Em São Paulo entregadores se reúnem em frente ao shopping Center 3, no centro de São Paulo, um dos 13 pontos de concentração antes da manifestação que ocorre na Avenida Paulista, a partir das 14h. Trabalhadores impedem a retirada de pedidos no local e explicam a importância da paralisação para aqueles que ainda não aderiram ao movimento.

Entregadores se concentram em frente ao shopping Center 3 na Avenida Paulista / Pedro Stropasolas

Em Goiânia os entregadores fecharam o Goiânia Shopping.

Em Brasília, entregadores se concentraram por volta das 10h nas imediações do Palácio do Buriti, sede do governo distrital.

De acordo com a Polícia Militar do DF, entre 150 e 200 manifestantes estiveram mobilizados no cortejo dos entregadores de Brasília. Os trabalhadores desceram a Esplanada dos Ministérios e se concentraram novamente em frente ao Congresso Nacional, onde a pauta do grupo tem eco entre alguns deputados. Eles pressionam pela criação de uma frente parlamentar para tratar da pauta do segmento. A mobilização em Brasília encerrou por volta das 12h.


Entregadores de aplicativos se reúnem em frente ao Congresso Nacional em dia de paralisação / Cristiane Sampaio

Os trabalhadores levantaram diferentes pontos na pauta da greve. Entre eles, a luta contra o bloqueio dos perfis dos entregadores nos aplicativos, que o grupo aponta como algo de rito sumário, e o aumento da taxa recebida por eles pelas corridas.

Entregadores iniciam mobilização na Esplanada dos Ministérios em Brasília / Cristiane Sampaio

“As empresas não estão dando nem R$ 1 real por km. Umas pagam R$ 0,75, outras R$ 0,85. A gasolina e a manutenção da moto, das bikes aumentam e não tem nenhum reajuste. Além disso, com o aumento dos entregadores nas ruas, está cada vez mais difícil a gente bater uma meta”, afirma o presidente da Associação de Motofretistas Autônomos e Entregadores do DF (AMAEDF), Alessandro da Conceição.

Acompanhe em tempo real a mobilização dos entregadores

Edição: Leandro Melito e Rodrigo Durão Coelho