Veja é triplamente desmentida: pelo delegado, pelo promotor, e pelo empresário [sobre o ex-presidente Lula ter algum envolvimento na morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, uma mentira constantemente reciclada pela agora senadora tucana Mara Gabrilli e promotores do MP paulista, que alimentaram a imprensa mas foram desmentidos pela própria investigação da polícia civil de São Paulo].

De acordo com o El País, o empresário Ronan Maria Pinto, que seria a fonte de Marcos Valério, desmentiu a situação publicada por Veja.

Ronan afirmou que Valério mentiu para conseguir algum benefício e sair da prisão.

El País também publicou com exclusividade neste sábado uma matéria com participação do promotor Roberto Wider Filho, que segundo Veja teria recebido a delação de Valério, e enviado ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado de São Paulo.

O promotor negou que Lula tivesse sido implicado.

“Na minha frente, ele [Valério] não falou isso [sobre Lula]”.

O jornalista do Diário do Centro do Mundo (DCM), Joaquim de Carvalho, entrevistou o delegado Rodrigo Pinho de Bossi, que tomou o depoimento que Veja usa na matéria.

O delegado Bossi, que está afastado da polícia por conta de um câncer em estágio avançado, declarou ao DCM que “Marcos Valério jamais disse ‘foi o Lula’. Ele disse que o Ronan ameaçava dizer que foi ele. São coisas completamente diferentes.”

PS do Viomundo:

A capa da Veja tem o óbvio objetivo de manter Lula preso.

É pressão sobre os ministros que ainda não votaram no STF (por enquanto, 4 a 3 pela manutenção da prisão em segunda instância).

Nossa editora Conceição Lemes, depois de entrevistar o delegado Bossi, mostrou que o delator Nilton Monteiro, que entregou o ninho tucano de Minas Gerais, foi vítima do que o policial definiu como “maior fraude processual do Brasil”.

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O mesmo delegado demonstrou que o jornalista Marco Aurélio Flores Carone foi vítima da organização criminosa liderada por Aécio Neves que opera em Minas Gerais.

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Não por acaso, o delegado foi ameaçado de morte e fez denúncia à Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG.

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