O ministro Gilmar Mendes afirma que “eles (Moro e Dallgnol) anularam a condenação” e salienta que o ex-juiz e o procurador chefe da Lava Jato cometeram crime e podem ser processados. O STF deve julgar Moro no dia 25.

Um dos mais eloquentes ministros do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes não poupou críticas ao envolvidos no #Vaza Jato, o ex-juiz federal Sérgio Moro e o procurador da República, Deltan Dallagnol. Em entrevista à revista Época, que irá às bancas neste final de semana, Mendes foi direto ao ponto:

“O chefe da Lava Jato não era ninguém mais, ninguém menos do que Moro. O Dallagnol, está provado, é um bobinho. É um bobinho. Quem operava a Lava Jato era o Moro”, disse o ministro do Gilmar Mendes.

De acordo com o magistrado, a manipulação do processo, conforme ficou evidenciado pelas mensagens disponibilizadas ao público pelo site The Intercept Brasil, invalidaram o processo contra o ex-presidente Lula.

“Eu acho, por exemplo, que, na condenação do Lula, eles anularam a condenação”.

 

Para Gilmar Mendes o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol cometeram crime ao simular uma denúncia no caso Lula.

 

“Um diz que, para levar uma pessoa para depor, eles iriam simular uma denúncia anônima. Aí o Moro diz: ‘Formaliza isso’. Isso é crime’, avaliou Mendes,.

O ministro fez referência a um trecho das mensagens em que Dallagnol escreveu que faria uma intimação oficial com base em notícia apócrifa, diante da negativa de uma fonte do MPF de falar”, aponta ainda a reportagem. “Simular uma denúncia não é só uma falta ética, isso é crime”, arremata. 

Moro será julgado pelo STF

De acordo com o site Brasil247, a Operação Lava Jato e seu condutor, o ex-juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro serão julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no próximo dia 25. A ala garantista do STF pretende usar o julgamento do pedido de habeas corpus da defesa do ex-presidente Lula para declarar a suspeição de Moro no processo que condenou o líder popular à prisão.

Os garantistas que criticam os métodos da Lava Jato e defendem rigorosamente a presunção da inocência e o respeito estrito às leis tendem a declarar Moro suspeito. As conversas de Moro com procuradores divulgadas pelo Intercept demonstraram que o ex-juiz atuou sem isenção no caso do tríplex. Moro extrapolou seu papel de juiz e instruiu a acusação, o que é ilegal.

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