Pesquisa Vox Populi, publicada no site Brasil247,  mostra que políticos que apoiam Bolsonaro ou foram eleitos na onda bolsonarista terão dificuldades nas eleições municipais marcada para novembro.

Marcus Vinícius de Faria Felipe

Pesquisa do Instituto Vox Populi, realizada entre os dias 25 de junho a 03 de julho revela que o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a um candidato a prefeito pode significar o beijo da morte.

 

A pergunta do Vox Populi foi objetiva:

“Ainda neste ano , vamos ter eleição para prefeito de todas as cidades. Você pensa votar em um candidato ou candidata a prefeito alinhado com Bolsonaro, ou pensa escolher alguém que seja contra Bolsonaro”?46% responderam que preferem um candidato contra Bolsonaro

25% disseram que votariam num candidato alinhado com Bolsonaro

18% Não souberam responder

11% responderam que “tanto faz”.

Capitão Corona

A maioria dos brasileiros culpa o presidente Jair Bolsonaro pelo agravamento da pandemia do coronavírus covid19. O Vox Populi perguntou:

“Médicos e especialistas afirmam que a situação da epidemia no Brasil estgaria melhor se Bolsonaro tivesse apoiado o isolamento social ao invés de incentivar as pessoas a saírem de casa. Você concorda com a opinião dos médicos e especialistas ou discorda dela”?

63% responderam que concordam totalmente,

12% concordam em parte

9% discordam em parte,

12% discordam totalmente

4% não souberam responder

 

Sinal de alerta para os candidatos bolsonaristas

Deputados Eduardo Prado (PV), Francisco Jr. (PSD), Glaustin Fokus (PSC), Júlio Pina (PRTB) e Dr. Waldir (PSL) são pré-candidatos

Na Região Metropolitana de Goiânia, vários pré-candidatos a prefeitos são declaradamente bolsonaristas.  Em Goiânia o deputado estadual Delegado Eduardo do Prado (PV), o ex-senador Wilder Morais (PSC) e os deputados federais  Delegado Waldir (PSL) e Francisco Valle Júnior (PSD). Waldir foi o primeiro deputado a apoiar o ex-capitão, Glaustin e Eduardo Prado colaram a imagem com Bolsonaro, Francisco Jr. e Wilder em entrevistas a rádios na Capital declararam o apoio a Bolsonaro no segundo turno.

Em Aparecida de Goiânia, o deputado federal Glaustin da Fokus (PSC) vestiu a camisa de Bolsonaro nas eleições e é membro ativo da base de apoio do presidente na Câmara dos Deputados.

O prefeito de Anápolis, Roberto Naves (PTB), candidato à reeleição, é declaradamente bolsonarista, assim como os deputados estaduais Dr. Antônio (DEM), pré-candidato em Trindade e Júlio Pina, que é pré-candidato em Senador Canedo e pertence ao PRTB,  partido do vice –presidente Hamilton Mourão. Em Hidrolândia, o vereador José Délio Júnior pré-candidato pelo DEM, balança a bandeira bolsonarista no município.

Bolsonaro tem alta na reprovação entre Católicos e evangélicos

Um alerta para os prefeitáveis muito identificados com segmentos religioso, como os deputados Francisco Júnior é ligado ao grupo Oração Carismática, e Glaustin da Fokus, da Assembleia de Deus: a rejeição ao governo do presidente Jair Bolsonaro está aumentando entre os seguidores das religiões mais populares do país.

Na pesquisa realizada pelo Vox Populi no dia 20 de abril, Bolsonaro tinha 37% de sentimento positivo e negativo entre os eleitores que se declaram como católicos. Em junho, subiu para 42% os que tem opinião negativa do seu governo e caiu para 29% os que avaliavam positivamente. Entre os evangélicos a aprovação a Bolsonaro caiu dez pontos percentuais, de 54% para 44% enquanto que  também subiu dz pontos, de 20% para 30% a avaliação negativa.

Centro-Oeste

A avaliação negativa supera a positiva em relação ao governo Bolsonaro. A pesquisa mostra que 44% consideram o governo como negativo, , 31% avaliam como positivo, 23% declaram que é regular e 2% não opinaram. Na região Centro-Oeste o apoio ao presidente Jair Bolsonaro despencou. Em 20 de abril abril, 43% tinham uma visão positiva  do seu governo, este apoio caiu para 35% em julho,  empatando tecnicamente com os 34% que tem visão negativa da sua gestão.

Mulheres rejeitam

A rejeição de Bolsonaro é maior entre as mulheres:  51% do eleitorado feminino vê negativamente o governo do ex-capitão, apenas 24% tem simpatia por ele. Entre os homens, 40% apoiam e 35% não apoiam.  Comparando os números de abril e junho, Bolsonaro se manteve estável entre os homens (seu apoio caiu de 41% para 40%), os críticos subiram de 31% para 35%, mas entre as mulheres, a rejeição subiu de 44% para 51%, ou seja, seis pontos percentuais, e o positivo caiu de 31% para 24%, queda de sete pontos.

Perda de popularidade entre jovens e idosos

O presidente Jair Bolsonaro vai mal entre os jovens. Entre eles subiu de 44% para 53% os que qualificam sua administração como negativa, caindo cinco pontos – de 23% para 18%  -, os que simpatizam com seu governo. Entre os adultos, a reprovação oscilou de 39% para 40% e o apoio de 39% para 35%. Já entre os idosos o apoio despencou 10 pontos: de 38% para 28%, enquanto que a reprovação disparou 14 pontos, subindo de 32% para 46%.

Ruim em todos níveis de escolaridade

 

Tanto faz se a pessoa tem diploma ou não, o governo do presidente Jair Bolsonaro é mal visto em todos os níveis de escolaridade. Entre os que tem apenas o Ensino Fundamental, o ex-capitão desceu de 42% para 33% na aprovação e subiu de 30% para 40% na reprovação. O mesmo ocorre nos eleitores com Ensino Médio: saltou de 40% para 46% a visão negativa do governo e caiu de 33% para 26% a positiva. Naqueles que tem curso superior a rejeição caiu de 55% para 51% e a aprovação subiu de 24% para 30%, mesmo assim, a visão negativa continua sendo maior que a positiva.

Mais pobres e classe média reprovam

Os trabalhadores de baixa renda e de renda média rejeitam mais a gestão de Bolsonaro, enquanto os de renda alta desaprovam menos. Entre os mais pobres a rejeição subiu de 38% para 43% e a aprovação caiu de 37% para 26%, já na classe média, a desaprovação saltou dez pontos percentuais, passando de 38% para 48% e o apoio caiu de 36% para 30%. Entre os ricos, a visão negativa sobre o governo oscilou de 43% para 41%, enquanto a visão positiva subiu de 37% para 41%.

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