Procuradores da Lava Jato em Curitiba (PR) montaram uma espécie de sociedade com o advogado de acionistas minoritários da Petrobrás para os dois grupos ganharem dinheiro da estatal.

De acordo com a última revelação do Intercept Brasil, em parceira com o El País, em 3 de maio de 2017 a procuradora de São Paulo Thaméa Danelon contou ao da capital paranense Deltan Dallagnol, que haviam solicitado a ela ajuda para escrever um pedido de impeachment de Gilmar Mendes, juiz do STF. A solicitação era de Modesto Carvalhosa, advogado de acionistas minoritários da Petrobrás. Respostas de Dallagnol à colega: “Sensacional Tamis”, “manda ver”, “apoiadíssima”.

De acordo com o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), os procuradores serão chamados para depor na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. “Vamos ter notícia em breve, os procuradores do acordo vão ser chamados”, disse Barros em entrevista à Carta Capital.