Ex-presidente ministro e ex-governador Ciro Gomes rebateu as insinuações de Eduardo Bolsonaro sobre seu irmão, baleado por policiais amotinados, dizendo que não permitirá que a milícia controle o Ceará como acontece no Rio de Janeiro.

O ex-governador Ciro Gomes (PDT), em meio à repercussão do caso de seu irmão, Cid Gomes, que foi baleado nesta quarta-feira (19) por policiais amotinados em Sobral (CE), usou sua conta do Twitter para responder ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Ao comentar os tiros de arma de fogo que atingiram Cid Gomes, o filho de Bolsonaro tentou culpabilizá-lo, dizendo que faltou “inteligência” ao senador, e justificou a ação dos PMs que encampam um motim ilegal. “É inacreditável que um Senador da República lance mão de uma atitude insensata como essa, expondo militares e familiares a um risco desnecessário em um momento já delicado”, escreveu.

Ciro Gomes, então, respondeu: ” Deputado #eduardoBolsonaro, será necessário que nos matem mesmo antes de permitirmos que milícias controlem o Estado do Ceará como os canalhas de sua família fizeram com o Rio de Janeiro”.

A resposta de Ciro faz referência à relação do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), irmão mais velho de Eduardo, com o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, morto há onze dias na Bahia. Em 2005, Flávio propôs que Nóbrega recebesse a Medalha Tiradentes, mais alta honraria do Legislativo fluminense. À época, o miliciano estava preso por suspeita de homicídio.

Quando era deputado estadual no Rio, Flávio também empregou a ex-mulher e a mãe dele em seu gabinete. Após a morte de Adriano, ele voltou a se manifestar sobre o caso no Twitter e sugeriu que o miliciano tenha sido torturado.

Milicia

Cid foi baleado ao tentar conter um motim ilegal de policiais militares que reivindicam reajuste salarial. Sem aceitar um acordo proposto pelo governador Camilo Santana (PT), aceito pela maior parte da categoria, os policiais amotinados passaram o dia impedindo outros profissionais da segurança de trabalharem, furando pneus de viaturas, mandando fechar comércios e assustando a população local.

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Com informações do Estadão,  Revista Fórum e Blog do Esmael