O escritor Fernando Morais marcou um golaço ao transmitir no seu blog Nocaute e na TVT o documentário de Oliver Stone de entrevistas com o presidente que recuperou a Rússia no cenário geopolítico mundial.

Fale-se o que quiser de Putin: é homofóbico? Sim. Machista? Idem. Autoritário, também. Mas diferente de Jair Bolsonaro e sua turma, Vladmir Putin tirou a Rússia da merda. Sim, da merda. O país depois da queda da URSS virou lata de lixo da Europa e dos EUA, que para lá mandavam produtos estragados e financiava políticos bêbados e corruptos, como Boris Ieltsin, que permitiu que gangsters controlassem o petróleo, os minérios e indústria bélica russas.

Boris Yeltsin: bêbado, corrupto, marionete dos EUA de Bill Clinton, da Alemanha de Helmut Kohl e dos gangsters que tomaram o Estado russo com a implosão da antiga URSS

Putin reverteu estas “privatizações”, retomou para o Estado as riquezas nacionais e a Rússia voltou a ser uma nação que tem relevância na geopolítica mundial. Uma das contribuições mais ressentes foi brecar a política de guerra sem fim dos EUA no Oriente Médio. A aliança entre a Rússia, China e o Irã pôs fim a Al Qaeda e ao Daesh, eliminando este grupo terrorista na Síria, no Iraque, e está em vias de implodi-los também na Líbia.

Por estas e outras, vale a pena ver a série de entrevistas do premiado diretor norte-americano Oliver Stone (Platon, Nascido em 4 de julho). Intitulada “Entrevistas com Putin”, a série venceu três Oscar. Fernando Morais faz a apresentação, e humildemente me rendo à pena do grande escritor de Olga e outros clássicos do jornalismo literário:

“As entrevistas de Putin”, com Oliver Stone. Só no Nocaute e na TVT

Pela primeira vez o Brasil vai ver a célebre minissérie de quatro capítulos dirigida pelo cineasta norte-amercano Oliver Stone, intitulada “As entrevistas com Putin”. Vencedor de três Oscar, Stone entrevistou o presidente russo mais de dez vezes, e Putin falou de tudo: eleição de Trump, espionagem, Snowden, homossexualismo, guerras internas na Rússia. Com legendas em português, o primeiro capítulo será exibido na sexta, dia 10, às 21h45 exclusivamente pelo Nocaute e pela TVT (https://www.tvt.org.br/como-sintonizar/).

Em mais de uma dúzia de entrevistas, o cineasta americano Oliver Stone, vencedor de três Oscar, teve acesso sem precedentes ao presidente russo para realizar esta minissérie “Entrevistas com Putin” – que o Nocaute exibirá semanalmente, em parceria com a TVT, em exclusividade nacional, a partir da próxima sexta-feira, 10 de julho, às 21h45. A minissérie é considerada o mais minucioso e detalhado retrato do presidente russo já realizado por um entrevistador ocidental.

Sem qualquer censura e sem nenhuma pergunta sem resposta, esta notável série em quatro capítulos traz uma visão íntima da vida pessoal e profissional de Putin. Stone leva o presidente russo a falar de sua infância sob o comunismo, o judô como saída para escapar da delinquência, a ascensão ao poder, a carreira no Serviço Secreto Soviético, o KGB, e suas relações com quatro presidentes dos EUA.

Nenhum assunto, nenhum tabu ficou fora dos quatro capítulos desta minissérie. Stone pergunta a Putin sobre o a Perestroika, sobre Gorbatchov e Iéltsin, sobre o hackeamento das eleições americanas para favorecer Trump e sobre as articulações secretas para que Edward Snowden fugisse da CIA e entrasse clandestinamente na Rússia, onde vive hoje.

Em surpreendente iniciativa, Putin leva Stone para uma sala de guerra, de onde o presidente comanda, diante das câmeras do cineasta e em tempo real, operações militares na guerra contra o Estado Islâmico em pleno território sírio. Um filme de ficção não seria tão inverossímil.

Espetado por Oliver Stone, o presidente Vladimir Putin faz revelações sobre o papel dos Estados Unidos na criação da Al Qaeda e do mito Osama Bin Laden, conta que sugeriu a Clinton que a Russia fosse admitida na OTAN, identifica a mão da Casa Branca nas guerras da Ucrânia e da Criméia e dá detalhes da privatização selvagem ocorrida na Rússia pós União Soviética. E confidencia os conselhos que Fidel lhe passou para cuidar melhor de sua segurança pessoal.