Governador de São Paulo lidera ala do PSDB que quer o afastamento do presidente pelo seu apoio aos atos antidemocráticos no 7 de setembro

Além de uma disputa interna, pelo controle do PSDB, o governador de São Paulo, João Dória (PSDB) está um guerra contra o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP-AL), que está sentado em cima de mais de 160 pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Ppós o pronunciamento em rede nacional feito pelo presidente da Câmara ante os atos de terça-feira (7), governador de São Paulo lamentou postura de Lira e diz que “não é nas palavras, mas com atitude, que se faz a democracia”.

Ontem, quarta-feira (8), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou o discurso feito mais cedo pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), sobre os atos do dia 7 de setembro.

Por não ter citado o impeachment do presidente Jair Bolsonaro nas declarações, Doria disse que Lira “não tem compromisso com a democracia”, segundo o G1.

“Lamento que ele não tenha compromisso com a democracia, porque se tivesse, estaria colocando em pauta o impeachment do presidente Bolsonaro. Eu lamento, sinceramente, a postura, a atitude e o descompromisso do presidente da Câmara com a democracia brasileira”, afirmou.
Na continuação de seus comentários, Doria ainda afirmou: “Que ele [Lira] proceda, dentro da democracia e dos procedimentos do Congresso Nacional, a apresentação do processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. Não é apenas na palavra, é na atitude que se faz democracia”, completou.

Na terça-feira (7), o governador manifestou, pela primeira vez, ser a favor do impeachment do presidente da República. Doria disse que esperava que Lira submetesse o pedido aos demais parlamentares.

“Depois dos arroubos, do afrontamento que tivemos ontem [7] à Constituição, à democracia, à Suprema Corte, o mínimo que poderia se esperar de um presidente de uma Câmara era submeter aos seus parlamentares, já que a decisão não é dele, não é monocrática, e sim da Câmara e do Senado, que pudesse submeter e dar andamento ao pedido de impeachment”, declarou.

Segundo a mídia, o governador foi questionado sobre possível aliança com o PT e uma formação de bloco contra Bolsonaro, em sua resposta, Doria disse que é uma decisão que cabe ao presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo.

Aécio 100% Bolsonaro

Reportagem do site DCM (Diário do Centro do Mundo) revelou bastidores de reunião dos líderes do PSDB. De acordo com um tucano ouvido pela reportagem, o ex-governador e hoje deputado federal Aécio Neves teria sido bastante claro ao dizer o que pensa. Ele afirmou categoricamente que é contra o impeachment e que o PSDB não deveria defender isso. Para Aécio, tirar Bolsonaro significa desejar o retorno do PT.

Durante a discussão acalorada no grupo em que, além de deputados, há lideranças de São Paulo, Aécio explodiu. Ele teria dito que não adianta adversários do presidente insistir, ele não irá votar a favor de impeachment. “Sou 100% Bolsonaro”, teria afirmado textualmente Aécio.

A frase assustou os caciques do partido, que entenderam ar de mágoa no líder mineiro. Para eles, não se trata de considerar que Bolsonaro não cometeu crime, mas é diferente. Aécio não quer o PT no poder, mas também não quer dar chance a Dória.

Com informações do Globo, DCM e Sputnik Brasil

 

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