O doleiro Dario Messer, conhecido como “o doleiro dos doleiros”, delatou o ex-procurador da Lava Jato de Curitiba Januário Paludo com detalhes de um esquema de pagamento de propina ao servidor do Ministério Público Federal, informou a CNN Brasil.

A denúncia foi descartada pela Procuradoria Geral da República e o Ministério Público Federal nada fez.

O documento com a denúncia foi entregue por Messer ao Ministério Público do Rio de Janeiro, que avaliou não ter competência legal para investigar o procurador.

A acusação foi então encaminhada à Procuradoria Geral da República, em Brasília, que acabou arquivando a acusação.

Januário Paludo (esquerda) tinha influência sobre o grupo de procuradores de Curitiba, Messer é investigado desde a CPI do Banestado

A denúncia, portanto, acabou não entrando no acordo final de delação premiada do doleiro.

Januário Paludo atuou como testemunha de defesa de Dario Messer, em Ação Penal do Ministério Público Federal, no dia 3 de fevereiro de 2011. No seu depoimento, o então procurador alegou que não foi identificado nenhum envolvimento do doleiro Messer com as contas da Banestado – caso em que o nome do doleiro foi mencionado 276 vezes e no qual é apontado como o cabeça central do esquema.

Em novembro de 2019, foi divulgada uma conversa interceptada pela Polícia Federal, entre Messer e sua namorada, em que ele revelava pagamento mensal de propina a Januário Paludo. A propina, segundo o doleiro, seria para evitar que ele fosse investigado.