Evento reúne indígenas das etinias Kraho, Kayapó/Mebengokré (PA), Fulni-ô (PE), Karajá (TO), Guarani Mbyá (SP), Xavante (MT) e dos povos do Alto Xingu (MT) e  discute novos caminhos de fortalecimento para a diversidade cultural brasileira.

A XIII Aldeia Multiétnica tem ampla  programação que inclui shows de Ponto br, Ponto de Equilíbrio e SIBA. Os Ingressos já podem ser adquiridos antecipadamente com desconto no site oficial.

A idéia do encontro é descobrir novos caminhos para fortalecer as mais diversas manifestações culturais do povo brasileiro. Com este mote, o XIX Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros anuncia a programação deste ano, com 22 dias de atrações que buscam promover e fortalecer as tradições e culturas de comunidades de diversos lugares do País – e em especial as da região Centro Oeste. De 12 de julho a 3 de agosto, a Aldeia Multiétnica, a Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge e a charmosa Vila de São Jorge, no distrito de Alto Paraíso de Goiás e cenário de entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, abrigam novamente uma experiência única, por meio da qual mais de 30 mil pessoas se reúnem para vivenciar atividades culturais e apresentações com povos indígenas, remanescentes quilombolas, raizeiros, agricultores, rezadeiras, pajés, cantadores, dançadores e mantenedores de tradições de todas as origens, cores e idades.

O evento inicia com a XIII Aldeia Multiétnica (12 a 19 de julho), espaço de valorização dos povos indígenas. Entre os seus destaques da programação: festa PEMP ‘KAHÀC com representantes do povo Krahôn(TO); conversas sobre “Lideranças indígenas: mestres e aprendizes”, que vai mostrar quem são os novos líderes e o que devemos aprender com os anciãos indígenas que lutam até hoje; e um espaço para os saberes da saúde, que vai oferecer práticas ancestrais de medicina dos povos originários. A Aldeia Multiétnica contará também com a participação de representantes das etnias Kayapó/Mebengokré (PA), Fulni-ô (PE), Karajá (TO), Guarani Mbyá (SP), Xavante (MT) e dos povos do Alto Xingu (MT).

Eventos
No dia 20 de julho tem início o Encontro de Culturas, que celebra a cultura do Sítio Histórico Kalunga, o maior território remanescente quilombola do Brasil, e também das comunidades tradicionais da Chapada dos Veadeiros: Caçada da Rainha de Colinas do Sul, Congo de Niquelândia, Catira de São João d’Aliança. A abertura do encontro será com show da banda Ponto br, coletivo que reúne alguns dos principais guardiões da nossa cultura tradicional, como Mestre Walter do Maracatu Estrela Brilhante do Recife, Mestra Zezé de Iemanjá da Casa Fanti Ashanti (MA) e Ribinha de Maracanã, amo e cantador do Bumba Meu Boi de São Luís, em diálogo com a paulistana Renata Amaral e o pernambucano Eder “O” Rocha. Entre outros destaques estão shows das bandas Ponto de Equilíbrio, Xaxado Novo, Flautins de Mauá, Josyara, Socorro Lira, Mestre Anderson Miguel, Siba e Bandinha Di da dó. Também participarão as crianças e jovens da Vila de São Jorge, integrantes do projeto Turma Que Faz, da artista popular e arte-educadora Doroty Marques, que todos os anos monta uma opereta popular para apresentar no Encontro (confira a programação completa aqui.

“Preservar e fortalecer as tradições culturais do Brasil e do mundo, despertar nas comunidades o sentimento de orgulho pelo pertencimento cultural, além de formar um público mais consciente de sua identidade por meio de uma conscientização que reduz o pensamento etnocêntrico e preconceituoso alimentado pela desinformação sobre nossas culturas populares e tradicionais são alguns dos objetivos do Encontro de Culturas”, explica Juliano Basso, Presidente da Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge, entidade que organiza o evento desde a sua primeira edição. O encontro também convida seus participantes ao debate e à reflexão sobre o papel do Estado em relação aos povos tradicionais e aos projetos culturais em prol de seu fortalecimento.

Arte e xamanismo

A programação vai contar com rodas de conversa e oficinas norteadas pelos temas-chave deste ano: arte indígena, saúde e educação. Entre elas, estão: “Desafios e superações na autogestão dos territórios indígenas”; “Práticas interculturais de saúde integral: a cura tradicional indígena aplicada”; “Cura e evolução humana na visão indígena, com a palavra de anciãos e curadores sobre os desafios para harmonizar a cultura não-indígena”; “O feminino e os ciclos naturais”; e “Educação de raiz para a diversidade cultural brasileira: processos de aprendizagem e transmissão de conhecimentos tradicionais”.

“Desafios e superações na autogestão dos territórios indígenas”; “Práticas interculturais de saúde integral: a cura tradicional indígena aplicada”; “Cura e evolução humana na visão indígena, com a palavra de anciãos e curadores sobre os desafios para harmonizar a cultura não-indígena”; “O feminino e os ciclos naturais”; e “Educação de raiz para a diversidade cultural brasileira: processos de aprendizagem e transmissão de conhecimentos tradicionais”.

“Neste momento do Brasil, estamos em risco de perder espaços de natureza e de política já conquistados por conta de discursos e diretrizes que vão contra a preservação de territórios e das práticas naturais nas quais estão inseridos os povos que trazemos para a Aldeia. A mobilização indígena e também de não-indígenas para a preservação dessa cultura e a garantia de seus direitos será um ponto sensível da edição deste ano”, comenta Juliano George Basso, coordenador geral da Aldeia.

Saberes e oficinas

A Aldeia Multiétnica é um projeto organizado em cinco áreas: Centro de Saberes, que tem a missão de atuar como uma escola de formação humana livre, fundamentada no conhecimento ancestral dos povos originários; o evento Aldeia Multiétnica, que acontece em todo mês de julho e realiza vivências com apenas um povo em outros meses do ano; a Rede Multiétnica, que nasceu para o escoamento da produção artesanal e geração de renda das famílias e comunidades participantes; o Museu Multiétnico, que mantém um conjunto de exposições permanentes abertas ao público, contribuindo para o fortalecimento da história, da memória e dos saberes e fazeres dos povos indígenas e remanescentes quilombolas; e a Hospedaria da Aldeia, que valoriza a região do Cerrado e abre suas portas para um turismo de experiência cultural, único e exclusivo na Chapada dos Veadeiros.

 

Como participar

Para participar da XIII Aldeia Multiétnica é preciso se inscrever com a antecedência: existem duas opções de vivência, de 4 e 8 dias. O pacote inclui acesso completo à programação do evento, hospedagem em camping e alimentação completa.

Para as pessoas que não participam da vivência, é possível adquirir o ingresso da visitação diária por R$ 50,00 (R$ 35 antecipado, no site). A visitação acontece de 13 a 19 de julho, das 14h às 18h.

 

Serviço: Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros
Em 2019, o Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros chega em sua 19ª edição. A primeira etapa acontece na Aldeia Multiétnica, junto aos povos indígenas. A segunda etapa é realizada na Vila de São Jorge, junto a comunidades tradicionais, remanescentes quilombolas e artistas da cultura popular. Mais informações: www.encontrodeculturas.com.br


XIII Aldeia Multiétnica
De 12 a 19 de Julho de 2019
Local: Estrada do Vale Verde, Alto Paraíso de Goiás – GO, 73770-000
Inscrições e Informações: e-mail [email protected]
www.aldeiamultietnica.com.br/br/pacotes
Facebook: /encontrodeculturas e /casadeculturacavaleirodejorge

Encontro de Culturas
20 de julho a 03 de agosto
Vila de São Jorge, Alto Paraíso de Goiás, Chapada dos Veadeiros (GO)
www.encontrodeculturas.com.br
Ingressos: Sympla