O Diário de Goiás, portal sob a responsabilidade do jornalista Altair Tavares, informa que o governador Ronaldo Caiado (DEM) vai para cima da empresa italiana Enel, responsável pela distribuição de energia em Goiás.

De acordo com matéria veiculada pelo DG, o governador acatou  sugestão dada pelo Ministro da Justiça, Sérgio Moro, após uma reunião entre ambos na última, segunda, 2, em Brasília, em na qual participou também o Procurador Geral da República, Augusto Aras. Segundo a assessoria do governador,  foi garantido “o apoio do Ministério Público Federal à demanda apresentada e (Aras)  assegurou que dará encaminhamento administrativo e judicial à pauta.

“O serviço de energia elétrica é algo essencial à população. Governador, o senhor tem nosso apoio; entendemos que não pode haver estagnação econômica e social por causa de um serviço mal prestado”, disse o Procurador.

Acompanhado da procuradora-geral do Estado, Juliana Diniz, Caiado listou ao chefe da PGR todas as tentativas de conciliação e negociação com os diretores da empresa italiana. Apenas encontros formais foram 14.

O Onze de Maio já publicou várias matérias sobre os prejuízos da Enel. Listamos algumas:

Enel pode ter o mesmo destino que ameaça a Light-RJ: perder a concessão

Câmara discute serviços prestados pela Enel em Goiás

Nelto denuncia Enel durante debate na comissão de energia na Câmara

Apagão da Celg/Enel compromete desenvolvimento da agroindústria no Entorno de Brasília

Caiado chama Enel “na chincha”

Assembleia deve criar CPI’s para OSs da Saúde e para Enel. São pra valer ou estão assando outra pizza?

São muitas as críticas a Enel, seja da parte dos consumidores residenciais, comerciais e industriais, seja por parte dos governos municipais, estadual e entidades classistas como a Fieg |(Federação das Indústrias do Estado de Goiás) , Acieg (Associação Comercial e Industrial do Estado de Goiás) e Adial (Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás). A todos estes, soma-se a própria Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que já qualificou o trabalho prestado em Goiás pela empresa italiana como a pior distribuidora de energia do país.

Já foi demonstrado aqui neste site que em todo o mundo os governos de países centrais como França, Inglaterra e Alemanha ou de países em desenvolvimento como Moçambique e México, estão revendo processos de privatização nos serviços de energia elétrica, saneamento e serviços de água. Está chegando o momento do governo de Goiás levar em conta esta possibilidade de retomar a concessão da Enel e reativar a Celg, empresa corajosamente erguida pelo trabalho árduo de engenheiros e técnicos goianos, que por décadas foi parceira do desenvolvimento de Goiás. A volta da Celg exige romper com os erros do passado, principalmente no que diz respeito à gestão politiqueira, corrupta e irresponsável, que levou a companhia a endividar-se, comprometendo os seus serviços. A hora exige atitude. Goiás precisa remar contra a maré do privatismo se quiser garantir o seu desenvolvimento.