Em reunião realizada em São Paulo, neste final de semana na sede da Força Sindical, dirigentes das centrais sindicais bateram o martelo na convocação de um  1º de maio unificado e também de   greve geral em defesa das aposentadorias públicas e contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro, que na opinião dos sindicalistas significa um retrocesso inaceitável e só interessa ao empresariado e em particular a banqueiros e rentistas.


Participaram da reunião lideranças da CGTB, CSB, CONLUTAS, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical, Nova Central (NCST), E UGT. A paralisação nacional deve ocorrer no dia 14 de junho, mas a data só será oficializada no 1º de Maio Unificado programado para São Paulo, ocasião em que a decisão será anunciada.

Goiânia

Em Goiânia o 1º de Maio  também será unificada. A programação prevé atos na Praça do Bandeirante, no dia 30 de abril, e no dia 1º no Coreto da Praça Civica(14h) e na Praça Universitária(17h).

Desemprego

 

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram o crescimento do desemprego no Brasil. Os números chegam a 13,1 milhões de pessoas desempregadas. O desemprego na juventude bate os 27,2%. Se formos mais fundo nos dados, somando o desemprego, o desalento e a subocupação (poucas horas de trabalho remunerado durante a semana), o número chega a 27,929 milhões.

Em meio a descalabros de toda a natureza, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) quer aprovar a Reforma da Previdência a todo custo. Na tática de convencimento, o Planalto tem prometido verba extra para os deputados que votarem com o governo. Além das emendas impositivas ao Orçamento, cada congressista fiel teria direito a cerca de R$ 10 milhões já em 2019 para projetos de seu interesse político.

Agronegócio

E não é só isso. Bolsonaro quer aprovar a anistia da dívida de R$ 17 bilhões dos fazendeiros com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), que financia aposentadoria, pensões e assistência social no campo. Por outro lado, gasta mais de R$ 180 milhões em propaganda para convencer os brasileiros e brasileiras de que o rombo na Previdência é tão grande que se faz necessário dificultar a aposentadoria de trabalhadores pobres do campo e da cidade.

 

30 de abril 

Praça do Bandeirante
8h – Instalação de uma tenda para coletar assinaturas no abaixo assinado contra a Reforma da Previdência e panfletagem, além de preenchimento de fichas de desempregados;
12h30 – Distribuição de almoço à população;
14h – Caminhada até o Palácio doas Esmeraldas para entregar ao governador a Carta das Centrais Sindicais contra a Reforma da Previdência; exigir a criação de empregos; e entregar a relação de desempregados colhida no campanha para 1° de Maio.

1° de Maio

Praça Cívica
14h – concentração em frente o Coreto;
Até 16h, saída da manifestação rumo à Praça Universitária.

Praça Universitária
17h, ato político e atividades culturais com shows e outras atrações na Praça Universitária.

Nesse 1º de Maio que reúne todas as centrais sindicais sob a mesma bandeira – contra a Reforma da Previdência e pela geração de empregos – a resistência dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil contra o fim dos seus direitos mais básicos prepara-os para a mobilização rumo à Greve Geral