Novos diálogos dos integrantes da força-tarefa da Lava- Jato revelados pelIntercept Brasil, publicadas em parceria com o Uol demonstram a desumanidade,  frieza e  insensibilidade dos membros da operação acerca da morte da ex-primeira dama Marisa Letícia e a  ida do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao velório do neto Arthur Lula da Silva, de 7 anos, falecido no dia 1 de março deste ano. 

Para o procurador Roberson Pozzobon, Lula estava tentando utilizar a morte do neto como “uma estratégia para se humanizar”. “Como se fosse possível no caso dele”, completou em seguida.
Já a procuradora Laura Tessler ironizou pesado a morte da Dona Marisa Letícia, que teve seu falecimento confirmado em fevereiro de 2017, após sofrer um AVC hemorrágico no mês anterior.
Laura Tessler rechaçou a possibilidade de o agravamento do quadro de Dona Marisa Letícia, vítima de um AVC em 2017, ter acontecido após busca e apreensão na casa dela e dos filhos, e da condução coercitiva de Lula. 
“Ridículo… Uma carne mais salgada já seria suficiente para subir a pressão… ou a descoberta de um dos milhares de humilhantes pulos de cerca do Lula”, afirma.
 
O procurador Januário Paludo responde: “Concordo. Ahco que isso pesou mais, pois poderia vir a público. E se os advs do Lula empestatem? Como lembrá-los. A propósito, sempre tive uma pulga atrás da orelha com esse aneurisma. Não me cheirou bem. E a segunda morte em sequência”.
 
Pozzobon e Deltan temiam ida de Lula ao velório 
Em conversa com Pozzobon,o  procurador chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol disse de seu temor de que a militância petista invadisse o velório e impedisse o retorno de Lula a Curitiba.

Ambos também  criticaram o telefonema do  ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes para Lula durante o velório para prestar condolências no velório de Arthur.

Após a postagem de Pozzobon, Dallagnol escreveu que “a estratégia” era outra. “Estratégia para ampliar base na esquerda que é sua aliada desde a questão da execução provisória. Ele pensa no Senado”, postou.

 A procuradora Jerusa Vieceli complementou o bloco de comentários ao afirmar que “Gilmar não dá ponto sem nó”.

Os diálogos chulos, grossos, repletos de preconceito e maldade não condizem com o que se espera de um funcionário público de alto nível, como devem ser os procuradores da República. As falas que vem à tona no UOL e no The Intercept Brasil revelam que a Operação Lava Jato sempre teve viés político e discricionário, tendo como inimigo a ser abatido o ex-presidente Lula.