Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, já há maioria contra o abrandamento da punição a policiais e militares que cometam excessos – como prevê a proposta do ministro da Justiça Sérgio Moro.  A reação se dá após o assassinatos menina Ághata Felix, de 8 anos, vítima de ação violenta da PM no Rio de Janeiro.

Os deputados que se opõem à licença para matar requerida por Moro consideram que o Código Penal já assegura respaldo à atuação dos agentes e que não há justificativa para flexibilizar a legislação atual.

Os deputados não querem que o Congresso dê aval a ações policiais agressivas.

O ministro Moro propõe que o juiz pode reduzir a pena à metade ou deixar de aplicá-la se o excesso do agente ocorrer por “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”. Este trecho deve ser suprimido do “pacote anticrime” enviado ao Congresso.

Contundente, o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), diz:  “Não podemos permitir que uma mudança na lei ultrapasse os limites da proteção policial para se tornar uma ameaça à sociedade. Em nome da legítima defesa, abre-se caminho para a execução sumária”.

Por seu turno, a Coordenadora do grupo que analisa o tema na Câmara, Margarete Coelho (PP-PI), diz que “não se pode falar em excludente de ilicitude tão amplo e irrestrito”.

Maia critica Moro

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) criticou, neste domingo (22), parte do pacote anticrime enviado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, ao Congresso. A declaração foi feitas nas redes sociais, quando Maia postou uma mensagem de apoio à família da menina Ágatha Félix, de 8 anos de idade, que morreu na madrugada de sábado (21), depois de ser atingida por uma bala nas costas na sexta (20).

 

Moradores do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, onde o caso ocorreu, afirmam que a  menina foi atingida por uma bala disparada por policiais militares, que abriram fogo contra uma motocicleta. A Polícia Militar do Rio de Janeiro alega que os policiais reagiram a um agressão.