Folha de hoje registra a “guerra do pequi” entre os deputados José Nelto (Pode-GO) e Marcelo de Freitas (PSL-MG), que tem projetos para incluir o pequi como patrimônio dos respectivos estados

Marcus Vinícius de Faria Felipe

O pequi tem uma máxima: ou você o ama ou você o odeia. Mas o “ouro do cerrado”, está em disputa por deputados de Goiás e Minas Gerais. A Folha/Uol de hoje registra os projetos do deputado Marcelo de Freitas (PSL-MG) que quer tornar Montes Claros (MDB) como “Capital Nacional do Pequi”, e outro, do deputado José Nelto (Pode-GO), que transforma o fruto do cerrado em “Patrimônio Cultural de Goiás”.

Freitas justifica que Montes Claros realizada anualmente a Festa Nacional do Pequi. Nelto retruca dizendo que o consumo do pequi faz parte da culinária e cultura de Goiás, muito mais do que de Minas Gerais.

Este jornalista, notório apreciador de pequi, acha louvável os projetos, mas ficaria mais feliz se os dois deputados retomassem o projeto da PEC do Cerrado, do ex-deputado federal Pedro Wilson Guimarães (PT-GO) que transforma o Cerrado em Patrimônio Ambiental, impedindo a sua derrubada indiscriminada para produção de soja os de pastagens.

Os mineiros, que tanto derrubaram o cerrado para fornecer lenha à Usiminas deveriam preservar além do pequi o que resta do bioma que o criou. E do lado de cá do Paranaíba, seria muito bom se a bancada federal goiana deixasse de tratar o Cerrado mera comodittie. A preservação do que resta deste bioma é fundamental para conservação não só de sua fauna e flora, mas também para garantir o abastecimento de água nas grandes cidades. É nos cerrados que nascem as bacias dos grandes rios que abastecem as bacias Amazônica, do Paranaíba e do Prata.

Este mimimi em torno do pequi é bonitinho e rende mídia, mas esta turma deveria ter mais responsabilidade com a causa preservacionista e salvar o que resta do Cerrado.

 

 

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