Na viagem para Arábia Saudita o presidente ficou num dos  hotéis  mais caros do mundo, onde um café cappuccino custa R$ 82,00 e a diária mais barata é de R$ 2.665,00. Só no primeiro semestre deste ano Bolsonaro torrou R$ 5,8 milhões no cartão que é pago com o dinheiro do povo.O deputado Elias Vaz (PSB-GO) acaba de protocolar proposta de fiscalização das despesas efetuadas com o cartão corporativo do presidente Jair Bolsonaro ao longo deste ano. O pedido é encaminhado à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle para a realização de auditoria pelo Tribunal de Contas da União.

“Os gastos com cartões corporativos da Presidência da República estão disponíveis no Portal da Transparência, mas muitos dados sobre os valores desembolsados, como data e nome do favorecido, estão classificados como sigilosos. Por que o presidente esconde os seus gastos”, questiona o deputado.
Só no primeiro semestre deste ano, foram registrados sob sigilo gastos com cartões corporativos no valor de R$5,8 milhões. Os gastos secretos da Presidência da República já somam 15% a mais se comparados ao mesmo período do ano passado. E já ultrapassam o limite determinado pela Secretaria de Administração da Presidência.
“Esses gastos são questionáveis, sobretudo porque, quando era deputado federal, Bolsonaro criticava as despesas com cartão corporativo”, assinala Elias Vaz.
MPF aciona o TCU

O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) a abertura de um processo para investigar os exorbitantes gastos do governo Bolsonaro com cartões corporativos – os maiores dos últimos cinco anos.

As informações são da coluna de Lauro Jardim no Globo.

O procurador Lucas Furtado, no entanto, lembrou que Bolsonaro não explicou por que as faturas deste ano também são significativamente maiores do que as de 2017 (56%), 2016 (62%) e 2015 (26%), anos em que havia um vice-presidente.
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