A imoralidade do conluio entre Moro e os procuradores na farsa que acabou levando ao golpe de 2016 e, especialmente, a prisão política de Lula está escandalizando até gente como o jornalista, sociólogo e geógrafo Demétrio Magnolli, como ele expressou na Folha em artigo

Veja trechos do artigo:

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O PLJ (Partido da Lava Jato) tem candidato presidencial —Sergio Moro— e conserva uma sombra de sua antiga aura em setores políticos como o PSL, o Podemos e o Novo. Mas sua estrutura orgânica é o “Partido dos Procuradores” —isto é, a corrente liderada por Dallagnol que organiza uma parcela do Ministério Público e exerce influência difusa entre juízes e policiais federais.

Moro tem direito, como qualquer brasileiro adulto, de disputar as eleições presidenciais. Mas o PLJ precisa ser extinto, em nome da preservação de um sistema judicial apolítico.

O “espírito da Lava Jato” veio à luz em 2017, quando o então procurador-geral Rodrigo Janot justificou o acordo ilegal do Ministério Público com Joesley Batista pelo objetivo de combater “o estado de putrefação de nosso sistema de representação política”.

O programa do PLJ é a criação de uma “nova democracia” protegida por um Poder Moderador que seria exercido pela casta de altos funcionários públicos não eleitos do MP.

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