Arquidones Bites, dirigente do PT de Goiás é libertado após prisão arbitrária com base na Lei de Segurança Nacional e reafirma: “Fora Bolsonaro genocida”.
O professor do ensino médio e dirigente do PT em Goiás Arquidones Bites, que foi preso por causa de um adesivo contra Jair Bolsonaro colado em seu carro, ao ser solto, reafirmou sua mensagem e gritou: “fora Bolsonaro genocida” – mensagem que estava no adesivo.

Adesivo que motivou a prisão arbitrária de Arquidones – foto reprodução

“Eu fui preso, fui quase enforcado e levei empurrão, soco, mas estamos na luta. Fora Bolsonaro Genocida”, destacou Arquidones.

Ele foi preso na tarde de segunda-feira, 31, pela Polícia Militar em Trindade (GO), por se recusar a tirar a mensagem de seu automóvel.

Arquidones  ressaltou que estava se manifestando e que “nem estava no carro no momento, minha namorada que estava”.

O professor foi levado pelos PMs inicialmente à Polícia Civil de Trindade, cujo delegado se recusou a enquadrar o professor na Lei de Segurança Nacional, como queriam os militares.

Momento da prisão arbitrária de Arquidones – foto reprodução

Em seguida, o petista foi levado para a Polícia Federal em Goiânia. Também a Superintendência da PF em Goiás considerou que ele não desrespeitou a Lei de Segurança Nacional.

 

Reação

A presidente do PT em Goiás, professora Kátia Maria protestou contra a prisão. Ela, juntamente com a deputada estadual Adriana Accorsi, que é delegado da Polícia Civil, argumentaram que a LSN é uma legislação ultrapassada, oriunda da ditadura  e que visava impedir manifestações contra o regime.

Adriana ressaltou que a Lei de Segurança Nacional foi revogada na Câmara dos Deputados, mas tem sido usada por apoiadores de Bolsonaro como forma de intimidar críticos à sua gestão.

Homenagem a Arquicelso

Solto, o petista ressaltou que Bolsonaro é um genocida e contou sobre a morte de seu irmão caçula.

“Eu estou nervoso. Não sei se vocês sabem. Meu irmão caçula.. Nós somos 19 irmãos, foi morrer justamente o caçula. Ele saiu da ordem por causa do presidente da República, esse genocida, não comprou vacina no tempo hábil. Além disso, ele saiu nas ruas provocando aglomeração. Em todo momento, ele dizia que era simplesmente uma gripezinha. Não podemos aceitar isso, gente”, declarou.

O irmão a que se referiu Arquidones é o advogado Arquicelso Bittes, que morreu no mês de março, na cidade de Valparaiso, em decorrência da covid-19.