Após a polêmica sobre títulos que diz possuir, desmentidos pelas instituições de ensino, a própria equipe do presidente aconselhou Decotelli a deixar o cargo.

O ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, entregou nesta terça-feira (30) a carta de demissão a Bolsonaro. A demissão foi a maneira encontrada pelo governo para encerrar a crise criada com as falsidades no currículo divulgado por Decotelli, o terceiro ministro da Educação da gestão Bolsonaro.

Decotelli enfrentou denúncia de plágio na dissertação de mestrado da Fundação Getúlio Vargas (FGV); declaração de um título de doutorado na Argentina, que não teria obtido; e pós-doutorado na Alemanha, não realizado.

Após a polêmica sobre títulos que diz possuir, desmentidos pelas instituições de ensino, a própria equipe do presidente aconselhou Decotelli a deixar o cargo.

Segundo UOL, o mais cotado pra dirigir o MEC é Anderson Correia, atual reitor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). São cogitados também o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, o ex-assessor do Ministério da Educação Sérgio Sant’Ana e o conselheiro do CNE (Conselho Nacional de Educação) Antonio Freitas, que é pró-reitor na FGV e cujo nome aparecia como orientador do doutorado não realizado por Decotelli.

Substituto

Segundo o jornal O Globo, Gilberto Gonçalves  Garcia teria o apoio de Antônio Veronezi, empresário da educação privada próximo do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e do ex-ministro Abraham Weintraub.

Garcia é estudioso da área de religião, tem formação em filosofia pela UFRJ e foi reitor da Universidade Católica de Brasília até 2018. Também presidiu o Conselho Nacional de Educação (CNE) entre 2014 e 2016, durante o governo Dilma.

A ala mais próxima ao guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, defende o nome da atual secretária de Educação Básica do MEC, Ilona Becskeházy.

Com informações do G1 e UOL