Jornalista  revela no site Socialista Morena, que a Argentina de Macri está tão ou quanto pior que a Venezuela de Maduro.

Supermercados colocam alarme na carne e restringem a compra do leite mais barato a apenas um litro por consumidor.

Na semana passada, o INDEC (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da Argentina) publicou índices de pobreza e indigência em nossos vizinhos: 32,2% e 6,7%, respectivamente. O presidente de direita Mauricio Macri, que usou durante toda sua campanha o slogan “Pobreza Zero”, desde que assumiu o cargo teve o cuidado de fazer exatamente o oposto com suas políticas econômicas.

O dado mais preocupante sobre o aumento da pobreza em geral na Argentina da era Macri é o seguinte: 46,8% das crianças menores de 14 anos são pobres e representam 10,9% dos indigentes. Em comparação com 2017, a pobreza entre as crianças cresceu 18% e a indigência, 43%.

“Eu quero ser julgado, caso eu possa reduzir a pobreza ou não”, disse Macri em março de 2017. Bem, presidente, como Perón diria: “A única verdade é a realidade”. Segundo dados do Barômetro da Dívida Social divulgado pela Universidade Católica da Argentina, atualmente 3,4 milhões de pessoas, 7,9% dos argentinos, comem apenas uma vez ao dia. Sendo que o país, terceiro produtor mundial de mel, soja, alho e limões, quarto produtor de pera, milho e carne, quinto produtor de maçãs e sétimo de trigo e azeite, produz comida suficiente para alimentar dez vezes a sua população, segundo a BBC.

Macri também disse que a inflação é a demonstração da incapacidade de governar de um político.

E que “acabar com o problema da inflação é das coisas mais simples” que ele tinha de fazer.

As mentiras do presidente foram dignas de um mitomaníaco descontrolado. Em três anos, suas palavras foram seu próprio carrasco. A inflação, que em 2018 foi a maior dos últimos 27 anos (47,6%), permanece incontrolável. Em apenas dois meses, o índice está em 6,7% (o governo projeta uma taxa impossível de 23% ao ano) e espera-se que até março chegue a 10%, liquefazendo o salário diário dos trabalhadores.

asado, comida típica dos argentinos, tornou-se um luxo apenas para os ricos. A carne, em todos os seus cortes, é quase inacessível para uma família média, ou no mínimo suas porções foram drasticamente reduzidas, por conta do preço do quilo. Em alguns supermercados colocaram alarmes nas bandejas com carne para impedir roubos, como acontece com produtos caros, e em outros limitaram a venda a “dois quilos por pessoa” dos cortes em promoção, mas se fôssemos a Venezuela…

Na Argentina supermercados colocam slarme na bandeija das carnes: produto de luco

O caso mais grave foi, sem dúvida, o do leite. Devido ao aumento deste produto fundamental e básico, alguns supermercados vendem produtos lácteos com água ou outros derivados, e o leite mais barato é permitido comprar apenas uma unidade por pessoa, mas se fôssemos a Venezuela…

O jornalista Pedro Brieger começou na semana passada a fazer um acompanhamento sobre o preço da marca de leite de qualidade (tipo A, como se diz no Brasil) “La Serenisima”. Em sete dias, o litro do leite passou de 60 para 70 pesos. Mas o que se tornou marcante foram as reações à sua pesquisa, onde mostraram o preço do produto em outras partes do mundo. A Argentina tem o leite mais caro que a Espanha, a Alemanha, a Noruega, a Austrália, Suíça, Itália, Suécia, Holanda, etc. Esse foi o primeiro mundo que Macri prometeu: leite apenas para os ricos.

 

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Alemania! El litro de leche a 070 ctvos de euro, unos 33 pesos argentinos. Sueldos altos alemanes, leche barata. Sueldos bajos argentinos, leche cara. ¿Alguien me lo explica?