Apesar de grande presença de afrodescendentes, capitais do Sul são marcadas por racismo, discriminação e misoginia.

A primeira mulher negra eleita vereadora na história de Curitiba, Carol Dartora, do PT, quer lutar para combater a violência contra jovens negros e também baratear o custo da passagem de ônibus em seu mandato na Câmara Municipal de Curitiba, que começa em 1º de janeiro de 2021.

“Eu vou tentar denunciar ao máximo o preço da passagem de ônibus e lutar para que a gente tenha a diminuição do preço. Isso está muito pesado para a classe trabalhadora, ainda mais nesse momento de pandemia, de desemprego na cidade”, frisa.

O combate à violência contra a juventude negra também é uma urgência, avisa.

Jovens negros morrem todos os dias em Curitiba e isso tem que ser melhor debatido e conversado, diz. “A gente tem que criar política para combater isso”, reforçou.

“Eu nasci em uma família preta, e já me perguntaram muitas vezes se somos de Curitiba porque somos pretos. Esse sentimento de não pertencimento à cidade, essa violência racista que a gente sofreu sempre colocou minha família nesse debate.

“Quando eu me formei e comecei a dar aula, isso se tornou mais explícito e eu senti a necessidade de começar a atuar mais no sentido de expor essa violência e desigualdade”, completa.

Joinville

Com 3.126 votos, a professora e servidora pública aposentada Ana Lúcia Martins foi eleita a primeira vereadora negra da história de Joinville (a 177km da capital Florianópolis). A eleição de Ana Lúcia também marca o retorno do Partido dos Trabalhadores (PT) de Joinville à Câmara de Vereadores, que não havia eleito parlamentares nas eleições municipais de 2016.

Pelas redes sociais, a candidata eleita afirmou que seu mandato será pautado na “defesa das mulheres, por uma cidade antirracista, mais igualitária e plural, que inclua todas, todos e todes”.

 

Com informações da RBA e G1