Vereadora do PSDB está de olho na sucesso do prefeito Iris Rezende em 2020, admite convites a outros partidos e avalia que o projeto de Código Tributário revitalizará centro, informa que o  Plano Diretor não tem data e que PSDB poderá perdê-la.

 Renato Dias

Insatisfeita no PSDB, em Goiânia, a vereadora Cristina Lopes, eleita em 2016, com exatos 9.114 votos, admite ter estabelecido conversas com o deputado estadual Karlos Cabral, do PDT, além de Elias Vaz, deputado federal e presidente estadual do PSB.

A parlamentar diz recusar o projeto estratégico hegemônico, hoje, no ninho tucano. Como  a concepção de Estado Mínimo, Reforma da Previdência, Mudanças na Legislação Trabalhista, medidas liberais, sem identidade programática com a socialdemocracia, o ‘Welfare State’, dos países nórdicos. Como Suécia, Noruega e Dinamarca. É o que quer João Dória, explica ela.

Graduada em Educação Física e em Fisioterapia, ela sofreu queimadura em 86% dos seu corpo, no trágico mês de fevereiro de 1986, provocada pelo então namorado Uilson Isao Mashiro.

– A possibilidade de disputar as eleições de 2020 ao Paço não estão descartadas.

Crítica, a líder tucana defende a aprovação de nova Reforma Política, no Congresso Nacional. Com a unificação das eleições, o fim do instituto da reeleição, o aumento do percentual para a Cláu­sula de Barreira, liquidar com as janelas, fim das coligações proporcionais e acabar com o financiamento empresarial e o Caixa 2 nas campanhas eleitorais, pontua. Com a ampliação dos espaços institucionais para as mulheres, dispara. Para o ‘empoderamento feminino’, fuzila. O Brasil tem 37 partidos políticos e 57 pedidos de legalização de siglas em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, com direito a fundo partidário, tempo de TV e rádio e fundo eleitoral. Não existe tal diversidade política, ideológica e programática no País, atira a dirigente do PSDB, que também cutuca o inquilino do Palácio da Alvorada e os mal feitos do ministro da Justiça:

 

Misógino,  homofóbico e racista, o presidente da República, Jair Bolsonaro, cujo símbolo é uma arma, é um homem público despreparado. Já Sérgio Moro, ‘duvidoso’.

Código Tributário

A vereadora Cristina Lopes informa que o Código Tributário, enviado pelo Paço Municipal, Poder Executivo, com as suas emendas, anuncia, sim, um novo caminho para a revitalização do centro histórico da capital e aos incentivos à economia criativa. Não há data determinada para o Plano Diretor ser apreciado em Plenário, na Casa de Leis, registra.

Sem recorrer a condena­ções antecipadas, a band leader  frisa que o ex-governador do Estado Marconi Ferreira Perillo Júnior [PSDB], arquiteto do Tempo Novo [1999-2018], não está no ostracismo político.

Goiás aparece, hoje, no Mapa da Violência, como o segundo no ranking nacional de feminicídios, alerta. Ela participou de entrevista explosiva no Programa Contraditório, TV Metrópole, com Ton Paulo, Alex Atanásio, Cloves Reges, Aurélio Sampaio e Renato Dias. César Nanine, âncora.