André Mendonça, indicado para o Supremo Tribunal Federal, e Augusto Aras, apontado para a recondução à Procuradoria Geral da República, estão literalmente, congelados, neste momento.

por Fernando Brito, no Tijolaco.net 

Até mesmo o tradicionalíssimo “beija-mão” aos senadores que irão sabatiná-los e votar por sua nomeação está mantdo em banho-maria, porque conversar, para ambos, tornou-se algo perigoso, diante das ameaças de Jair Bolsonaro à realização das eleições , que não permite meias palavras prudentes.

Mendonça, que já enfrentava desconfiança das redes bolsonaristas por imaginar-se que ele poderia não ser “terrivelmente fiel” ao presidente, agora está diante do risco de que qualquer diálogo em que possa transparecer critica às bravatas presidenciais em conversas com senadores.

Como algumas desta conversas são intermediadas por alguns já ministros do STF, que não tem nenhuma razão – e, aliás, têm muita vontade – de dizer que o atual presidente precisa ser detido em sua escalada autoritária, dá para se imaginar p grau de constrangimento.

Aras, por suas vez, sofre a pressão interna para agir já e deixar a posição omissa que tem agora. É, com certeza, o que ouvirá hoje de Luiz Fux, e olhem que Fux era, até agora, absolutamente tolerante a Bolsonaro.

É difícil ter conversas “vaselina”, como insistiu em fazer hoje, em entrevista à Globonews, o presidente do Senado, o macarrão sem sal e sem molho Rodrigo Pacheco, de dar saudades do finado Rolando Lero.

Portanto, para Aras e Mendonça, resta o silêncio, para evitar o terremoto de uma retirada de suas indicações.

Silêncio, por isso e pelos deveres republicanos de independência que se exige tanto o lugar de PGR e de uma cadeira no Supremo, sórdido.

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