A tropa de choque do governo Jair Bolsonaro começou tumultuando a sessão desta tarde, tentando intimidar o funcionário de carreira do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda.

Do Viomundo

Ele explicou que foram três os invoices emitidos pela empresa Madison, que receberia o pagamento pelas vacinas produzidas pela fabricante indiana Bharat Biotech.

Mas a Madison não constava no contrato fechado entre o Ministério da Saúde para importar a vacina.

Por isso, Luis Ricardo se negou a autorizar o negócio.

No entanto, ele foi atropelado pela fiscal do contrato e a negociação continuou.

As doses nunca foram entregues.

O governo empenhou R$ 1,6 bilhão de reais para comprar a vacina.

De acordo com o primeiro invoice, o governo anteciparia o pagamento de U$ 45 milhões por 300 mil doses, o que depois foi corrigido para 3 milhões.

Ao rebater as denúncias do servidor e do irmão dele, deputado federal, o secretário de Governo Onyx Lorenzoni acusou ambos de terem falsificado documentos, o que hoje ficou claro que não aconteceu.

 

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