CPI da ALEGO comprova ilegalidades quanto à oferta de cursos superiores e à emissão de diplomas de graduação e pós-graduação em (08) oito faculdades privadas em funcionamento em Goiás. As informações são da Rádio Trabalhador, site de notícias do movimento sindical de Goiás.

Dados do RELATÓRIO FINAL divulgado nessa 5ª-feira(05), demonstram que as instituições privadas de ensino estariam em desacordo com as regras e exigências impostas pelo Ministério da Educação (MEC) quanto aos temas alvos da investigação. Documento será enviado para análise pelo Ministério Público.

13 mil alunos teriam comprado diplomas

O deputado estadual Talles Barreto (PSSB) lembrou que a operação deflagrada na terça-feira, pela Polícia Civil, que cumpriu 19 mandados de busca e apreensão e investigou oito faculdades, teve êxito .

“A Polícia Civil, na pessoa do delegado Glaydson, há dez meses vem fazendo esse trabalho e mostrando o tanto de irregularidades que existem em Goiás,” informa Talles Barreto.

Segundo o legislador, “já foram 19 mandados de busca e apreensão, em oito instituições já estão sendo levantadas supostas irregularidades, assim como 13 mil alunos que compraram diplomas. A CPI quer saber se o MEC (Ministério da Educação) foi ausente, se não atuou na fiscalização, não participava do dia a dia dessas instituições. Nós temos, a partir de quinta-feira, o relatório que vamos entregar para a polícia, para o MP (Ministério Público), para a imprensa e para o próprio MEC”, adiantou.

Prejudicados de boa-fé

Em todos esses casos o maior prejudicado, com certeza, foi aquele estudante goiano, que, de boa-fé, frequentou um curso e, no final, obteve um certificado que está sendo agora questionado.

“Temos, inclusive, alguns relatos de pessoas aprovadas em concursos públicos, que estão agora correndo o risco de serem exoneradas, caso a ilegalidade de seus certificados seja, de fato, comprovada”, pontuou o Deputado Coronel Adailton.

Problema atinge todo o território nacional 

O relatório traz em suas conclusões que o problema acontece em todo o Brasil e cita uma CPI realizada em Pernambuco (2016).

 

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