Catarina Barbosa – Brasil de Fato – Belém (PA) – governo do estado do Pará decretou lockdown, ou seja, a suspensão total de atividades não essenciais, nos municípios de Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Castanhal, Santa Izabel do Pará, Santa Bárbara do Pará, Breves, Vigia e Santo Antônio do Tauá em decorrência do avanço descontrolado da pandemia da covid-19 no estado. A medida valerá a partir desta quinta-feira (7) até o dia 17 de maio.
belem para coronavirus

Apenas uma pessoa por família será autorizada a entrar em estabelecimentos comerciais. Uso de máscara é obrigatório – Catarina Barbosa/BDF

Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), o Pará tem 4.472 infectados pela Covid-19 e 369 mortes – na capital, há 2.274 casos confirmados e 198 mortos. Dos 259 leitos em unidades de tratamento intensivo (UTIs) para adultos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Pará, 88% estão ocupados. Há um mês, no dia 2 de abril, o estado tinha registrado uma morte e 82 casos confirmados. A maior parte dos casos, 987, são de pacientes com idade entre 30 a 39 anos.

Pernambuco

Com o crescimento rápido de casos confirmados e de mortes por coronavírus somados à ocupação de 98% dos leitos de UTI, o governo de Pernambuco  analisa o eendurecimento do isolamento social.

Dados da Secretaria de Saúde do estado apontam que Pernambuco tem, atualmente, 8643 casos confirmados de coronavírus e 652 óbitos causados pela doença. Com esses números, Pernambuco ultrapassa o Ceará, que tem 8370 casos confirmados e 663 mortes, tornando-se o estado do Nordeste mais afetado pela covid-19.

Entre as medidas o governo quer o fim das aglomerações  na Caixa Econômica Federal, que tem registrado filas extensas por conta do recebimento do Auxílio Emergencial, e deve realizar fechamento de cidades e interdição de ruas.

Na semana passada, o índice de isolamento no Recife foi de apenas 47% – Tereza Vaz

Maranhão

O governo do Maranhão passou a adotar, a partir desta terça-feira (5), a prática de lockdown de serviços não essenciais na Região Metropolitana da Grande São Luís. Autorizada pela Justiça, a política significa a suspensão de quase todas as atividades comerciais e altera regras para o trânsito de pessoas e veículos, com o objetivo de reduzir as contaminações por coronavírus.

A medida valerá, inicialmente, por 10 dias, mas pode ser estendida, de acordo com a dinâmica da pandemia. As regras valem para a capital, São Luís, e para as cidades de Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar.

No Maranhão, aqueles que  descumprirem a decisão, podem sofrer advertência ou pagar multa. Na noite de segunda-feira (4), o estado fechou o último boletim com um total de 4.530 pessoas infectadas pela covid-19 e uma marca de 271 mortos. A capital maranhense, por exemplo, está em 9º lugar no ranking de número de óbitos no país.

Circulação proibida  e multa no Pará

O decreto a circulação de pessoas, exceto para compra de gêneros alimentícios, medicamentos, produtos médico-hospitalares, produtos de limpeza e higiene pessoal; além do comparecimento próprio ou de uma pessoa como acompanhante a consultas ou realização de exames médico-hospitalares; saques e depósitos financeiros.

Para as pessoas que saírem o uso de máscaras é obrigatório. Também está permitido o deslocamento até o local do trabalho de pessoas que realizam atividades consideradas essenciais.

As visitas em casas e prédios estão proibidas, exceto pelos seus residentes, ou por pessoas que estejam desempenhando atividade ou serviço essencial.

Já a entrada em estabelecimentos comerciais, como supermercados, fica limitada a uma pessoa por família.

Os órgãos e entidades do Sistema Integrado de Segurança Pública e Defesa Social (Sieds) estão autorizados, pelo decreto, a aplicar multas relativas ao descumprimento de maneira progressiva. Primeiro, advertência; seguida de multa diária de até R$ 50 mil para pessoas jurídicas, a ser duplicada por cada reincidência. Para as pessoas físicas, o valor da multa foi fixado em R$ 150, a ser duplicada por cada reincidência.

Também está proibido o trânsito intermunicipal de pessoas das cidades atingidas pel, por meio rodoviário ou hidroviário, dos municípios da Região Metropolitana de Belém, exceto nos casos de desempenho de atividade ou serviço essencial ou para tratamento de saúde, devidamente comprovados.

Edição: Rodrigo Chagas

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