Músico e compositor foi o autor de “O bêbado e o equilibrista”,  um dos hinos  pela redemocratização, imortalizado na voz de Elis Regina.

O Covid19 levou Aldir Blanc. Aos 73 anos, o músico e compositor lutava contra a doença desde o dia 23 de abril no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, no Rio de Janeiro, onde estava internado com uma infecção generalizada e foi diagnosticado com o novo coronavírus.

Aldir Blanc Mendes nasceu no Rio de Janeiro, no dia 2 setembro de 1946. Em 1966, ingressou na Faculdade de Medicina, especializando-se em psiquiatria.

Em 1973, abandonou o curso para dedicar-se exclusivamente à música, tornando-se um dos mais importantes compositores de Música Popular Brasileira.

“O Bêbado e a Equilibrista”, feita em parceria com João Bosco, seu grande parceiro, ficou eternizada na voz de Elis Regina. Outras composições famosas são “Bala com Bala”, “De Frente Pro Crime”,  “Caça à Raposa” e “O Mestre-Sala dos Mares”, que conta a história do “Almirante Negro” João Cândido Felisberto, marinheiro negro que  liderou em 22 de novembro de 1910 a “Revolta da Chibata”. Até aquela data os marinheiros eram açoitados com chibatadas pelos comandantes dos navios da Marinha do Brasil. Detalhe: 90% dos marinheiros eram negros ou mulatos, e os capitães e almirantes os tratavam como nos tempos da escravidão.  A poesia de Aldir Blanc eternizou a história deste grande brasileiro que foi João Cândido, apesar dos cortes impostos na letra pela censura da ditadura miitar.

A obra de Blanc reúne, ainda, dezenas de canções conhecidas, feitas em parceria com outros ilustres artistas, como Moacyr Luz, Maurício Tapajós, Paulo Emílio, Carlos Lyra, Guinga, Edu Lobo, Wagner Tiso, César Costa Filho, Cristóvão Bastos, Roberto Menescal, Ivan Lins, entre outros.

Confira abaixo algumas das obras de Aldir Blanc: