Em  Aparecida de Goiânia,  secretaria Municipal de Saúde aumenta em 80% a confecção de rouparia hospitalar durante a pandemia.

Em tempos de pandemia, os cuidados com o enxoval hospitalar (desde aventais profissionais até roupinhas para recém-nascidos) adquirem ainda maior importância para a proteção dos trabalhadores e dos pacientes. Em Aparecida de Goiânia, o Almoxarifado Central da Secretaria de Saúde (SMS) conta com um Departamento de Costura com confecção própria. Nesta, dentre os 18 funcionários do Almoxarifado, quatro costureiras têm enfrentado um aumento de 80% da demanda por rouparia hospitalar com uma intensa rotina de trabalho planejado e essencial para a sociedade.

Fabiana Ariani, coordenadora do Almoxarifado Central, explica que lá é feito o “planejamento geral baseado em previsões e atividades programadas de consumo de insumos e materiais diversos para todas as unidades de saúde e coordenadorias da SMS.” Em meio a imensas prateleiras repletas de tecidos, produtos de limpeza, fraldas descartáveis, gêneros alimentícios e outros produtos, ela destaca o empenho das costureiras: “Elas têm vindo trabalhar até aos sábados, deixando suas famílias, são guerreiras que não podem parar e têm consciência da importância do trabalho que fazem”.

 Costureiras da SMS: dedicação e competência

Apesar da rotina intensa de trabalho, as quatro costureiras fazem questão de ressaltar o compromisso com a qualidade da rouparia e o comprometimento com a Saúde Pública, principalmente nesta pandemia. Aparecida Cândida, que trabalha na SMS há 8 anos e está há 5 meses como costureira, afirma: “Tudo o que pudermos fazer para ajudar nossos colegas e a população, nós faremos. Estamos aqui para isso”. Maria Aparecida Pereira de Araújo, há 9 meses no departamento, admite que “o cansaço vem forte, às vezes, estamos trabalhando muito, mas não podemos parar. Somos peças importantes do exército da Saúde. ”

Eliana Oliveira da Silva, veterana do Departamento com dezesseis anos de dedicação, destaca que “nunca vi esse montante de trabalho antes, mas estamos firmes e nos esforçamos em dobro pela necessidade do momento.” Bem-humorada e sorridente, Leonaicy Silva, costureira no Almoxarifado há cinco anos, frisa que “estamos mais do que nunca dedicadas a proteger nossos colegas que estão atendendo às pessoas. Sem essas vestimentas, eles estariam mais vulneráveis ao Coronavírus”.

O secretário de Saúde Alessandro Magalhães reforça a importância do trabalho das costureiras e enfatiza: “Respeito e admiro cada trabalhador da SMS, vejo o esforço de todos e a coragem que têm demonstrado para proteger as pessoas da Covid-19, a infecção causada pelo Coronavírus. Em relação ao pessoal do Almoxarifado não é diferente e estendo minha gratidão e reconhecimento a todos que lá trabalham na figura dessas costureiras”.

O Almoxarifado Central

Situado na Rua Washington Luiz no Jardim Transbrasiliano e funcionando de segunda a sexta-feira das 8h às 17h30 (fechando no horário de almoço das 11h30 às 13h), o Almoxarifado Central dispensa vários tipos de equipamentos de proteção individual (EPIs) e outros itens fundamentais adquiridos pela SMS para o enfrentamento à pandemia como óculos, protetores faciais, borrifadores, dispensers de álcool em gel e de toalhas de papel, dentre outros.

No Departamento de Costura não faltam tecidos e aviamentos para a produção diária de mais de 30 capotes em brim (aventais hospitalares), 30 conjuntos unissex (roupa hospitalar), 100 lençóis timbrados ou com carimbos em tinta indelével para cada unidade de saúde, sacos de óbitos de tnt de 80 g, campos cirúrgicos fenestrados e duplos de algodão cru, lençóis e camisolas de cretone, roupinhas de bebê, fraldas, flanelas, colchas pra repouso dos médicos, fronha e propés (botinhas de tecido). As três máquinas elétricas de costura reta e mais uma de overloque e outra de interloque estão sempre em uso, e, segundo a coordenadora Fabiana, a SMS está em pleno processo de aquisição de mais maquinário para o local.