Em artigo o jornalista Breno Costa revela que cortes de 21 mil cargos nas universidades federais podem inviabilizar federais de Catalão e Jatai. As próximas vitimas podem ser os Institutos Federais de Aparecida de Goiânia, Ceres, Inhumas e Morrinhos.

 

Universidades em apuros

Por Breno Costa, do site Brasil Real Oficial

 

O governo vai eliminar, em parte já a partir de hoje (ontem), 21 mil funções comissionadas e gratificadas. Não se trata de cargos, mas de funções que são compensadas com pagamentos extras a servidores efetivos.

A conta maior será paga pelos professores de universidade federais. Hoje já ficam extintos 119 cargos de direção em instituições de ensino federais, que não são definidas claramente no decreto (ocupantes de cargos de direção em universidades podem optar ou por receber a remuneração integral desse cargo ou 60% do valor acrescido do salário do cargo original).

Também estão eliminados 1.870 Funções Comissionadas de Coordenação de Curso. Todas as funções gratificadas das universidades federais de Catalão (GO), Jataí (GO), Rondonópolis (MT), Delta do Parnaíba (PI) e Agreste de Pernambuco (PE) ficam extintas.

 

A partir de 31 de julho, serão extintas mais de 11 mil outras funções gratificadas nas universidades, do nível 4 para baixo (ou seja, os três níveis de maior remuneração não são afetados neste caso específico).

A comunidade universitária não está sabendo disso. Se não for noticiado, só saberá quando as escolas federais começarem a parar. Como, aliás, querem os obscurantistas da alianças bolsonaro-olavistas.