O Brasil registrou oficialmente novos 42.889 casos de covid-19 em um período de 24 horas, segundo boletim da terça-feira (15) do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

O país está a dois dias de bater 7 milhões de infectados (já são 6.970.034). O Conass também registrou mais 964 mortes por covid-19 no período, totalizando agora 182.799 vítimas da infecção.

Todos os índices de avaliação disponíveis mostram franca piora no quadro da pandemia no Brasil. Já são cinco semanas consecutivas de alta em novos casos e mortes. O número de casos informados na última semana epidemiológica, entre os dias 6 e 12 de dezembro, foi de 302.950 ocorrências.

Esse número se aproxima ao da semana epidemiológica de 2 a 8 de agosto, no mais grave momento do surto em território nacional. Naquele período, foram 304.535 casos registrados.

Com os jovens passando a ser maioria dos novos casos atualmente registrados, a mortalidade do novo coronavírus caiu em relação a julho e agosto, quando a média semanal de vítimas ficou na casa dos sete mil óbitos. Entre 6 e 12 de dezembro, as mortes oficiais por covid-19 no Brasil foram 4.495.

Vacinação incerta

Enquanto isso, além de se manter contrário ao uso de máscaras, de promover aglomerações de pessoas e de desprezar o isolamento social como forma de prevenir o contágio, o governo de Jair Bolsonaro patina na organização de um plano de vacinação em massa dos brasileiros.

Nesta terça, respondendo a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para apresentar um plano detalhado de vacinação nacional contra a covid-19, o Ministério da Saúde limitou-se a enviar ao ministro Ricardo Lewandowski um documento sem datas precisas para a execução da estratégia.

O ministério afirma no parecer que o governo federal deverá apenas repassar os imunizantes aos estados, que terão o papel de distribui-los aos municípios. O repasse prometido se fará em até cinco dias após o produto, seja qual for, ser autorizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A pasta também prevê que a vacinação contra a covid de toda a população do Brasil possa demorar até 16 meses. O documento é assinado pelo ministro Eduardo Pazuello. “O Ministério da Saúde estima que no período de doze meses concluirá a vacinação da população em geral, o que dependerá, concomitantemente, do quantitativo de imunobiológico disponibilizado para uso, completando-se o plano de vacinação em um total de aproximadamente dezesseis meses”, afirmou.

A vacinação, segundo o ministro, será feita pelas prefeituras e contará com “apoio e coordenação” dos estados e do governo federal.

Covid em Goiás

A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO) atualizou os números da covid-19 no Estado. Segundo nota divulgada nesta terça-feira (15/12), Goiás registrou 1.509 casos da doenças nas últimas 24 horas. O número de mortes no mesmo período foi de 37. No total, o Estado soma 295.655 casos da doença e 6.586 óbitos. Outras 284.932 pessoas estão recuperadas.
No Estado, há 248.650 casos suspeitos em investigação. Já foram descartados 201.717 casos.  A taxa de letalidade é de 2,23%. Há 217 óbitos suspeitos que estão em investigação.
O Governo de Goiás disponibiliza painel com os principais dados sobre o avanço da covid-19 no Estado. Para acessá-la, clique aqui.
Com informações da RBA e SES