Conselho do Ministério Público vai analisar caso da criação de fundação, com recursos de R$ 2,5 bilhões de multa paga pela Petrobras aos Estados Unidos.

RBA – São Paulo – A crise de credibilidade da operação Lava Jato deve se aprofundar ainda mais. No próximo mês, o procurador Deltan Dallagnol poderá ser afastado da operação. Luiz Fernando Bandeira, relator de um dos processos contra Deltan no Conselho do Ministério Público (CMP), deve pedir o afastamento do procurador, segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo.
O motivo é a criação de uma polêmica fundação com recursos de R$ 2,5 bilhões da Petrobras. “No voto, Luiz Fernando Bandeira deve deixar de lado a Vaza Jato e as palestras remuneradas de Deltan, o que pode facilitar consenso no órgão pelo afastamento”, afirma a reportagem do Jornal.

Esta é pelo menos a segunda notícia ruim para a Lava Jato nesta semana. Na segunda-feira (28), o procurador-geral da República, Augusto Aras, criticou a operação. Ele afirmou que a força-tarefa em Curitiba tem os dados de 38 mil pessoas e funciona como uma “caixa de segredos”. Segundo ele, a operação tem mais dados armazenados do que todo o sistema do Ministério Público Federal.

O caso em questão teve início com uma representação da senadora Kátia Abreu (PP-GO) pela abertura do chamado “procedimento de remoção por interesse público”.

A senadora pediu que Deltan seja mudado de setor no Ministério Público. A fundação seria criada com os recursos de uma multa paga pela Petrobras ao governo dos Estados Unidos.

A intenção dos procuradores era que esses recursos fossem destinados a um fundo gerido pelo Ministério Público Federal (MPF), incluindo alguns dos principais personagens da força-tarefa da Lava Jato.