Cantora e compositora, ela revelou grandes sambista como Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Bezerra da Silva,  por isto é reconhecida carinhosamente como a Madrinha do Samba e teve a honra de ter uma de suas canções tocadas em Marte pela Nasa.

O Brasil amanheceu mais triste neste Dia do Trabalhador, com a morte de Beth Carvalho, aos 72 anos. Desde o dia janeiro 8 de janeiro ela estava internauta no Hospital Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. O hospital informou que causa da morte foi infecção generalizada.

Em nota, o empresário da artista, Afonso Carvalho, disse que ela morreu às 17h33 desta terça “cercada de amor por seus familiares e amigos”. O velório está marcado para começar às 10h desta quarta-feira (dia 1º), no salão nobre do Botafogo, time para o qual Beth torcia. Às 16h, o cortejo, com carro do Corpo de Bombeiros, deve partir para o Crematório do Caju.

Desde que começou a fazer sucesso, na década de 1970, Beth se tornou uma das maiores intérpretes do gênero, ajudando a revelar nomes como Luiz Carlos da Vila, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Almir Guineto, o grupo Fundo de Quintal e Arlindo Cruz,[2] e Bezerra da Silva

Grandes nomes da música popular brasileira reverenciaram a artista.
O cantor compositor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, manifestou seu persar nas redes sociais: “Lamentamos a irreparável perde de Beth Carvalho. Madrinha do samba e referência para tantos artistas, fará muita falta nos palos e na vida de todos nós”

Colegas de Gil em várias parcerias musicais, o cantor Caetano Veloso, lembrou quando conheceu a cantora a quem denominou, uma das maiores maravilhas do Brasil. “Eu a conheci logo que cheguei ao Rio, com Bethânia. Ela muito menina, cantando Bossa Nova, depois se tornou madrinha do renascimento do samba de raiz do Rio de Janeiro. É uma das maiores expressões de nossa cultura”, registra.

Para Marcelo D2, “Beth Carvalho talvez tenha sido a primeira grande artista que eu vi meus pais ouvindo em casa… Vai deixar saudade, mas sua obra fica! “Quem se perdeu do maior humano é como tesoura cega, não tem mais direito ao pano. Obrigado Beth!”, pontua.

De acordo com o portal G!, Luana Carvalho, filha de Beth Carvalho, prestou uma homenagem à mãe nas redes sociais.

Luana, que também é cantora e compositora, publicou uma imagem em que aparece ainda criança ao lado da mãe. Na legenda, escreveu apenas Dia do Trabalhador, recebendo em seguida muitas mensagens de carinho.
Horas depois, Luana postou uma imagem em que Beth aparece deitada ao lado da netinha, Mia, de 1 ano. Desta, a filha da sambista dispensou legendas.

 

Marte

ano era 1997. Para “acordar” o robô Sojouner para um novo dia de trabalho em Marte, os cientistas da Nasa escolheram o samba Coisinha do Pai, música escrita por Jorge Aragão, Almir Guineto e Luís Carlos, e eternizada na voz da cantora Beth Carvalho.

A escolha da música foi da brasileira Jacqueline Lyra, na época, engenheira aeroespacial responsável pelo controle de temperatura do robô e da nave Pathfinder, que o levou ao planeta Marte.

De acordo com Jacqueline, a música era uma forma simbólica de mandar um sinal para que o robô começasse a trabalhar e também usada para acordar os astronautas de outras expedições espaciais.

Ainda na época, a engenheira aeroespacial disse que escolheu a música do CD Casa de Samba depois de escutá-la em casa em dias de festa que a equipe do JPL (Laboratório de JPropulsão a Jato), que projetou o robô para a Nasa, passou com o sucesso da expedição.

O trecho que mais chamou a atenção de Jacqueline era: “Você vale ouro/todo o meu tesouro (…) Agradeço a Deus porque lhe fez/Ô coisinha tão bonitinha do pai”. Ela disse que a estrofe representava o carinho que os cientistas tinha, pelo robô.