Governador fará reunião no dia 19 para avaliar efeitos da quarentena que pode ser suspensa ou prorrogada conforme a evolução de casos do Covid19 no Estado.

Conforme havia antecipado o Onze de Maio, o governador Ronaldo Caiado (DEM)  assinou nesta sexta-feira novo decreto prorrogando por mais 15 dias o isolamento social com intuito de diminuir o número de contágios pelo Covid19.

Na quinta-feira,   durante entrevista na Rádio Brasil Central, Caiado adiantou que o novo decreto seria debatido com entidades da sociedade civil e prefeitos, e que no dia 19, outra avaliação será feita sobre a necessidade de manter ou extinguir a quarentena.

Segundo Caiado, estes trinta dias de isolamento  são “a quota de sacrifício para podermos melhorar a saúde pública e atender os mais carentes”.

Segundo Caiado, enquanto em Goiás não houver condição de ampliar os leitos de Unidades de Terapia Intensiva, com respiradores, não terá condições de relaxamento nesse momento de crise da propagação do novo Coronavírus. Voltou a pedir à população goiana que entenda esse posicionamento, porque é melhor assim do que enfrentar uma recaída lá na frente, onde o sistema hospitalar não vai aguentar. “É nossa responsabilidade cuidar da saúde e da vida dos goianos”, afirmou, observando que o esforço de agora terá bons resultados mais adiante, preservando vidas.

“Se chegarmos ao dia 19 e não obtivermos o resultado com a queda da curva de infestação, virá depois uma recarga maior se flexibilizarmos agora. Isso pode provocar um colapso em nossa rede hospitalar. Se houvesse estrutura, tudo bem”, considerou. Ele fez um apelo para que as indústrias do nosso país invistam, principalmente neste momento, na produção de respiradores, “pelo menos que sejam similares aos que existem hoje no mercado, para diminuir a dependência do produto que precisa vir de fora do país”. O mesmo, segundo ele, vale para a produção de matéria-prima. Disse ainda que conversou com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e ele falou que os Estados Unidos (EUA) mandaram 23 aviões à China, para levar respiradores e remédios produzidos lá, o que dificultou a concorrência de outros países, o Brasil incluído.

 

 

 O que fica aberto com o novo decreto

Estabelecimentos que estejam produzindo exclusivamente equipamentos e insumos para auxiliar o combate à Covid-19;

Feiras livres de hortifrutigranjeiros, sendo vedado o funcionamento de restaurantes, praças de alimentação e consumo de produtos no local;

Escritórios de profissionais liberais, sendo vedado o atendimento presencial ao público;

Atividades administrativas de empresas públicas e privadas;

Autopeças;

Oficinas e borracharias às margens de rodovias;

Restaurantes e lanchonetes de postos de combustíveis localizados às margens das rodovias;

Cartórios extrajudiciais, desde que observadas as normas editadas pela Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Goiás.

 

SUPLEMENTO 03042020