Governo busca o apoio dos prefeitos do interior, que juntos representam 3,61% dos votos em Goiás, enquanto Aparecidade Goiânia sozinha tem quase o dobro dos votos: 5,60%

Eleito governador por quatro mandatos em Goiás (1998, 2002, 2006, 2010), Marconi Perillo (PSDB) ganhou as eleições em Aparecida de Goiânia apenas em 2002. Os peemedebistas Iris Rezende (1982, 2010 e 2014) e depois Maguito Vilela (1994 e 2006) sempre foram mais votados do que os candidatos de outros partidos.

Esta máxima se repetiu em Goiânia. Nas vezes em que partidos de oposição governaram a Capital, os candidatos ligados ao Palácio das Esmeraldas também não conseguiram superar os Iris e Maguito.

O governador Ronaldo Caiado segue na sua busca por selar com o MDB  a aliança que buscou fechar oficialmente em 2018, quando o partido se dividiu entre os que apoiaram a sua eleição e a candidatura do então deputado federal Daniel Vilela.

Ontem, quarta-feira, 14, durante reunião no diretório estadual da legenda, 27 dos 28 prefeitos  eleitos pelo MDB, entregaram carta ao presidente Daniel Vilela recomendando a aliança do partido com o governador Ronaldo Caiado. O prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, não assinou a moção de apoio, e continua a defender que o MDB tenha candidato próprio ao governo do Estado em 2022. Uma olhada no mapa das eleições de 2020, revela que dos 30 prefeitos eleitos pelo MDB naquele pleito, 29 deles governavam 3,61% dos eleitores de Goiás; enquanto Gustavo Mendanha governa 5,60%.

Caiado aposta que o apoio formal do MDB sensibilizará a totalidade do eleitor do partido, garantindo para sua chapa a ampla maioria dos votos. Pode dar certo, ou pode se confirmar mais uma vez, a tendência do eleitorado emedebista em votar em candidatos que fazem oposição à Casa Verde. Em 2022, após 40 anos, o MDB poderá, pela primeira vez, não ter candidato próprio à sucessão estadual. Qual será o comportamento deste eleitor que sempre quis o partido comandando Goiás sob a liderança de um de seus líderes? O tempo dirá.