Governador diz que não vai tolerar na PM abuso de autoridade.

O Secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, afastou o policial militar responsável pela prisão do professor Arquidones Bites Leão, que se negou a retirar do seu carro uma faixa com o nome “genocida” em referência a Jair Bolsonaro.

A providência foi determinada pelo governador Ronaldo Caiado (DEM).

“As medidas foram tomadas. O secretário de Segurança Pública, como o comandante da Polícia Militar, deixou muito claro que nós de Goiás não aceitamos, de maneira alguma, abuso de autoridade. Essa é a medida que foi tomada e assim será feito”, ponderou o governador.

Caiado ressaltou que “o Governo de Goiás tem hoje o orgulho de poder ter a melhor segurança pública do País e ao mesmo tempo poder dizer que ninguém está autorizado a agir em cima da lei, muito menos com abuso de autoridade”.

O policial responderá a um inquérito policial e a um procedimento disciplinar, de acordo com o governo. O caso ocorreu em Trindade, na região metropolitana de Goiânia, nesta segunda-feira (31).

No momento da prisão, os policiais afirmaram que o professor e secretário estadual do PT de Goiás Arquidones Bites Leão seria enquadrado na Lei de Segurança Nacional (LSN). O docente foi levado para a sede da Polícia Federal em Goiânia, onde prestou depoimento e foi liberado.

A secretaria classificou o episódio de “lamentável”. Em nota divulgada nesta terça-feira (1), o governo de Goiás informou que “não coaduna com qualquer tipo de abuso de autoridade, venha de onde vier” e que “todas as condutas que extrapolem os limites da lei são apuradas com o máximo rigor, independentemente do agente ou da motivação de quem a pratica”.

Com informações da Secom-GO