Governador esteve reunido na manhã de  hoje com a direção da empresa responsável pela distribuição de energia em Goiás,  cobrou mais investimentos  e recebeu proposta da Enel de acelerar investimentos na construção de 13 subestações, ampliação de outras e melhorias na rede elétrica.

O governador Ronaldo Caiado (DEM) chamou na “chincha” os controladores da Enel em Goiás. A empresa de capital italiano comprou a Celg (Central Energética de Goiás) durante o governo de Marconi Perillo (PSDB) e é considerada a pior distribuidora de energia pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), responsável pelo controle e fiscalização do sistema energético do país.

No interior de Goiás a expressão “chamar na chincha” significa arrastar alguém pra dentro de uma conversa definitiva, ou seja, resolver definitivamente o problema com uma pessoa ( não deixar ele escapar, não deixar passar). Caiado se reuniu com o presidente da Enel Brasil, Nicola Coturno, que apresentou ao governador o plano emergencial de investimentos da empresa que prevê investimentos até o ano de 2020 em Goiás.  Na saída do encontro, Caiado foi enfático em dizer que quer “resultados imediatos”.

“O que Goiás precisa é ver as soluções acontecendo objetivamente, e no menor prazo possível. Não podemos admitir que o crescimento econômico de Gioás seja comprometido por esses gargalos de distribuição de energia elétrica. Vamos acompanhar atentamente”, resume Caiado.

Reclamações e CPI´s

Na semana passada, vários setores empresariais como a Fecomércio, liderada pelo empresário Marcelo Baiochi e a Fieg, presidida pelo empresário Sandro Mabel, cobraram providências da Enel com relação aos constantes apagões, que tem trazido imensos prejuízos a empresas e também aos domicílios goianos.  Diante dos reclames, o governador se reuniu com o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Joaquim Levy e com os representantes dos ministros da Economia e Minas e Energia e Aneel para cobrar providências com relação ao descaso da Enel.

Cresce na sociedade o entendimento de que a privatização da Celg não trouxe benefícios para o Estado. Na Assembleia Legislativa dois pedidos CPI´s (que podem virar uma) tratam do tema: a CPI da Enel e a CPI da Celg. Uma cobra melhores serviços por parte da empresa italiana, a outra quer saber onde foi parar o dinheiro da privatização da Celg.

Plano

Em entrevista ao site Diário de Goiás, o presidente da Enel em Goiás, Abel Rochinha disse que o plano da empresa foi submetido ontem a Aneel, e que nesta apresentação ao governador o interesse é buscar soluções para recuperar a credibilidade da empresa junto aos consumidores residenciais e empresas. “Temos compromisso com os consumidores de Goiás e acreditamos que o novo plano atenderá, de forma mais rápida, áreas identificadas como prioritárias neste momento “, frisa. Confira abaixo as medidas propostas pela Enel:

– Obras estruturais grandes e complexas para atendimento à demanda de energia no Estado.

– Construção de 13 novas subestações e outras 18 serão ampliadas até 2020.

– Construção de cerca de 1,2 mil km de novas redes de média tensão e cerca de 80 km de linhas de alta tensão.

– Inclusão de 400 MVA de capacidade até 2020, 40% destinado à Região Sul, sendo que 140 MVA já estará disponível ainda neste ano.

– aumentar em 50% o número de equipes em campo da região Sul do Estado, onde foi identificada a necessidade de ações mais imediatas para melhora do fornecimento.