Ex-ministro da Fazenda, economista diz que afasstamento de Bolsonaro é questão de vida ou morte para o país.

Do DCM

Eu estou me sentido profundamente envergonhado de ser brasileiro. Envergonhado porque nós, brasileiros, e o Congresso que elegemos não fomos ainda capazes de promover o impeachment do sr. Bolsonaro.

Vejam o que eu leio hoje no Valor. Manchete principal da primeira página: “Saúde prevê 3 mil mortes nas próximas semanas”. Segunda manchete : “Em todas as áreas, país paga o preço do descaso”. E a manchete da Folha, “Pandemia mata como nunca, e Bolsonaro fala em ‘mimimi’”.

O desgoverno não é só na saúde. Aí se pratica uma política de mortes. Na economia se pratica uma política de destruição. Na página 2 do Valor, o ministro da Economia afirma: “Há quatro condições para a retomada do crescimento: 1. vacinação, 2. fiscal, 3. fiscal, 4. fiscal.”

Eu sempre defendi a responsabilidade fiscal; sei que há economistas ortodoxos limitados que não sabem falar de outra coisa. Mas quem está no comando da economia brasileira não pode reduzir a política econômica em mero e radical fiscalismo.

As elites empresariais cometeram um grande erro ao terem apoiado a eleição do sr. Bolsonaro, mas já estão retirando seu apoio. Sua capacidade de enganar o povo está sendo desmascarada, sua popularidade já começou a cair.

Está mais do que na hora por termo a esse governo que nos envergonha, que envergonha todos os brasileiros decentes, e darmos início ao processo de impeachment. Não será a solução de todos os nossos males mas é uma obrigação moral de cada brasileiro.