Na última semana, 12% das mortes em todo o mundo ocorreram no Brasil, que registrou mais de 10 mil vítimas e totaliza mais de 272 mil mortos – Foto: Secretaria de Saúde do Estado do Ceará.

Do BdF

 

O Brasil registrou nesta quinta-feira (11) mais um dia de alta mortalidade por covid-19, com 2.233 vítimas notificadas ao Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) nas últimas 24 horas.

Foi o segundo dia consecutivo acima de 2 mil óbitos, só superado por ontem, com 2.286 mortos pelo novo coronavírus.

Nesta quinta (11) completa-se um ano do decreto de pandemia da Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde então, 272.889 vidas brasileiras já foram ceifadas, de acordo com registros oficiais.

Pior momento

O vírus segue desde o início do ano fora de controle no país. É o pior momento da pandemia até então. A média diária de mortos, calculado em sete dias, está em seu patamar mais alto. De acordo com o Conass, morrem 1.703 pessoas por dia, em média.

O país também enfrenta seu pior momento de contaminação pelo novo coronavírus. No último período, foram contabilizados 75.412 novos infectados, totalizando 11.277.717 doentes desde o início do surto no país. A média diária de novos casos está em 69.141. Enquanto o mundo vê, desde o início de 2021, os números de mortos e de novos doentes reduzirem progressivamente, o Brasil caminha no sentido oposto.

Hoje, o país é o epicentro da pandemia. É onde mais pessoas morrem por dia e também mais se infectam. Na última semana, 12% das mortes em todo o mundo ocorreram no Brasil: mais de 10 mil vítimas.

Enquanto isso, o processo de vacinação segue com morosidade. Até o momento, 11,8 milhões de doses foram aplicadas, com 4,12% dos brasileiros tendo recebido a primeira dose e 1,41%, já totalmente imunizadas.