Na próxima terça-feira (3), os brasileiros decidem vaga na final contra o México, às 5h (horário de Brasília), no estádio de Kashima. Os mexicanos, que em 2012, derrotaram a equipe canarinho em Londres e ficaram com o ouro,  se classificaram ao golearam a Coreia do Sul por 5 a 2 na prorrogação, no estádio de Yokohama. No mesmo dia, às 8h, Japão e Espanha disputam a outra semifinal em Saitama.

Os brasileiros dominaram as ações ofensivas desde os primeiros minutos, apesar da boa marcação egípcia e da falta de pontaria. A insistência foi premiada aos 36 minutos. Richarlison avançou na esquerda e cruzou rasteiro para o também atacante Matheus Cunha, no meio da área, dominar e bater no canto do goleiro Mohamed El-Shenawy. Aos 45, o volante Douglas Luiz quase aumentou em cobrança de falta.

A pressão seguiu no segundo tempo, mas os erros de conclusão impediram que o Brasil ampliasse a fatura. A notícia preocupante ficou por conta da lesão de Matheus Cunha, que sentiu uma dor muscular na perna esquerda logo no início da etapa final e teve que ser substituído pelo atacante Paulinho.

Também na terça, às 8h, Japão e Espanha fazem a outra semifinal em Saitama. Neste sábado, os japoneses venceram a Nova Zelândia por 4 a 2 nos pênaltis, após empate sem gols no tempo normal em Kashima. Os espanhóis golearam a Costa do Marfim por 5 a 2 na prorrogação. A final olímpica será no próximo sábado (7), às 8h30, em Yokohama.

Adversário difícil

Em 2012, o Brasil ainda garimpava o ouro olímpico. A seleção havia batido na trave várias vezes: prata em 1984 (derrota de 2×0 para a França), prata em 188 (Brasil 1×2 URSS) e em 2012, quando tinha na seleção muitos dos que foram titulares na seleção principal como Neymar, Thiago Silva e Hulk, perdeu o outro para o México pelo placar de 1×2. Mas o ouro veio finalmente nas Olimpíadas do Rio em 2016, e acabou o peso do futebol pentacampeão, de não haver ainda colocado a medalha dourada no peito. A superação do “trauma olímpico”, deve ajudar o selecionado canarinho na partida contra os mexicanos. Eles são osso duro de roer, mas não são imbatíveis, e o Brasil pode ter em Tópquio a sua revanche da derrota em Londres.

 

Com informações da Agência Brasil e CBF