Suplente do senador Flávio Bolsonaro, o empresário Paulo Marinho revelou em entrevista à Mônica Bergamo, da Folha que a Polícia Federal vazou para Flávio Bolsonaro que o esquema da rachadinha estava sendo investigado e que ele deveria demitir seu assessor Fabrício Queiroz, o “PC Farias dos Bolsonaro.

Paulo Marinho ouviu de Flávio foi avisado com antecedência que a Operação Furna da Onça, que atingiu Queiroz, seria deflagrada.

“Foi avisado da existência dela entre o primeiro e o segundo turnos das eleições, por um delegado da Polícia Federal que era simpatizante da candidatura de Jair Bolsonaro. Mais: os policiais teriam segurado a operação, então sigilosa, para que ela não ocorresse no meio do segundo turno, prejudicando assim a candidatura de Bolsonaro”, revela

Segundo Paulo Marinho, “o delegado-informante teria aconselhado ainda Flávio a demitir Fabrício Queiroz e a filha dele, que trabalhava no gabinete de deputado federal de Jair Bolsonaro em Brasília. Os dois, de fato, foram exonerados naquele período —mais precisamente, no dia 15 de outubro de 2018”, aponta a reportagem.

O escândalo estourou logo depois e Queiroz se tornou um “foragido” cujo paradeiro é conhecido, mas que segue blindado pelas mesmas “instituições” que fraudaram o processo eleitoral de 2018, para permitir Jair Bolsonaro e prejudicar Fernando Haddad.

Fraude eleitoral

As revelações  de Marinho provam de as “instituições” brasileiras foram usadas para fraudar o processo eleitoral de 2018, favorecendo Jair Bolsonaro e a ascensão da extrema-direita. Não bastasse a inabilitação forçada do ex-presidente Lula, pelo TSE, e o vazamento da delação de Antonio Palocci, pelo ex-juiz Sergio Moro, descobre-se agora que a Polícia Federal vazou para Flávio Bolsonaro que o esquema da rachadinha estava sendo investigado e que ele deveria demitir seu assessor Fabrício Queiroz,  espécie de “PC Farias” dos Bolsonaro. Em tempo: PC era o tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor de Mello, cujas ações levaram ao processo de impeachment em 1992.

CPI

  O deputado Alessandro Molon (PSDB-RJ) já defende a instauração de uma CPI para investigar a fraude eleitoral de 2018, depois da revelação de que a Polícia Federal blindou o clã Bolsonaro ao vazar o caso da rachadinha. “URGENTE! Bolsonaro havia dito que as eleições tinham sido fraudadas. Ele tinha razão, mas quem participou de fraude foi a família DELE! As evidências estão aí: as eleições de 2018 foram manipuladas para favorecer o atual presidente! CPI JÁ PRA INVESTIGAR!”, postou ele.

 

Cassação da chapa

O senador Randolfe Rodrigues (Rede) afirmou que as revelações do empresário Paulo Marinho mostram a interferência de Jair Bolsonaro e de sua família na Polícia Federal, já ocorria antes mesmo do início de seu governo.

“As revelações feitas por Paulo Marinho são gravíssimas!”, afirmou o senado, informando que vai pedir a cassação de Flávio Bolsonaro.