Na última quinta-feira (26/12), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) comunicou o veto integral de um projeto de lei, de autoria do ex-governador Marconi Perillo (PSDB-GO), que garantia a oferta de sangue, hemoderivados, medicamentos e outros recursos para todos os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com matéria divulgada pelo Estadão.

Ex- ministro da Saúde, o  deputado federal Alexandre Padilha (PT/SP) comentou a decisão em sua conta no Twitter:

“Mais um ataque às populações mais vulneráveis e que mais precisam. Vidas perdidas é o legado irrecuperável desse presidente que vilipendia os pobres”.

A justificativa para o veto é de que haveria problemas técnicos e jurídicos no projeto, que traria, em seu conteúdo, mudanças na lei que regula a coleta, processamento e distribuição de sangue. Além disso, a assessoria de imprensa do governo federal afirma que o PL cria despesas para o poder público.

O autor do projeto é o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Inicialmente, a matéria previa a disponibilização de tratamento a pacientes portadores de coagulopatias congênitas (hemofilias). O texto, no entanto, sofreu alterações ao tramitar no Senado, de modo que a versão aprovada estendeu a medida para todos os pacientes do SUS.

O Congresso ainda pode derrubar a decisão de Bolsonaro.