Datafolha mostra que 70% dos brasileiros acham o governo Bolsonaro corrupto. Em Santa Catarina,  Amazonas e Rio de Janeiro governadores bolsonaristas sofreram processos de impeachment.

A pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira,  12, pelo jornal Folha de S.Paulo foi implacável com o presidente Jair Bolsonaro: 70% consideram seu governo corrupto; quase todos (64%)  estão convictos de que Bolsonaro sabe disso e não age; 56% acreditam que a corrupção no governo vai aumentar e para %, houve corrupção por parte do governo na compra de vacinas.

 

O Datafolha, e outras pesquisas publicadas na última semana mostram o derretimento do discurso do “mito” que iria “acabar com a namata”.

Mas não é só Bolsonaro que se desintegração, o bolsonarismo também vai junto. Governadores bolsonaristas enfrentam denúncias de corrupção e processos de impeachment.

No Rio de JaneiroWilson Witzel foi afastado definitivamente do cargo de governador no dia 30 de abril e perdeu os poderes políticos pelos próximos cinco anos.

Witzel foi alvo da operação batizada de Tris in Idem, que apurou supostos desvios em verbas na saúde.  A investigação prendeu o Pastor Everaldo, presidente nacional do PSC, e envolveu mandados de busca e apreensão como altas autoridades do Poder fluminense.

Em Santa Catarina, o governador Carlos Moisés (PSL), enfrentou no dia 7 de maio o seu 2º processo de impeachment. O julgamento teve placar final de 6 a 4 pelo impedimento.

Para que Moisés perdesse o cargo, eram necessários 7 votos a favor do impeachment. O tribunal julgava a responsabilidade de Moisés sobre a compra de 200 respiradores, por R$ 33 milhões, sem licitação.

No Amazonas, o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), enfrentou dois pedidos de impeachment,  o último,  protocolado em dezembro do ano passado pelo presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas, Mario Vianna, cita “farta comprovação da prática de crime de responsabilidade e improbidade administrativa”.

O Estado do Amazonas, conforme mostra a CPI da Covid,  foi o laboratório bolsonarista do “tratamento precoce” (leia-se indução ao uso de cloroquina e ivermectina pela população) e da imunidade de rebanho. O resultado foram milhares de mortes por covid e pelo desabastecimento de oxigênio nos hospitais de Manaus.

Enrolados com denúncias de superfaturamento de vacinas, esquemas de rachadinhas, suspeitas de  envolvimento com milícias no Rio, Ceará e Bahia, o presidente, sua família e aliados desmentem o discurso de campanha e confirmam a máxima do historiador e filósofo Aldemir Oliveira e Silva:

“Por trás de todo moralista exacerbado, existe uma canalha dissimulado”.

Com informações do G1, Poder360, Folha e DCM.