Mediana das projeções do mercado para o PIB em 2020 voltou a cair, de -6,25% para -6,48%, no Relatório Focus, do Banco Central.

A economia brasileira deverá sofrer uma queda de 8% neste ano e ter uma modesta recuperação de 2,2% no ano que vem. É o que aponta um relatório divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Mundial. O recuo estimado do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil é maior do que o esperado para o bloco América Latina e Caribe – que, segundo a instituição, teria queda de 7,2% em 2020, crescendo 2,8% em 2021.

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A projeção para o Brasil é uma das piores entre os países da região, superando apenas as estimativas para o Peru, de retração de 12%, e outros países menores, como Belize. A queda de 8%, se confirmada, será a maior da história do Brasil. A série das contas nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começa em 1900, com a primeira variação registrada no ano seguinte. As duas maiores retrações ocorreram em 1990 (-4,35%) e em 1981 (-4,25%).

De acordo com o organismo multilateral, a atual retração reflete os impactos da pandemia do novo coronavírus e o recuo nos investimentos (fruto também da falta de planejamento do governo Jair Bolsonaro). Haverá, também, perda de valor das commodities – produtos dos quais o País é fortemente exportador.

O Banco Mundial não está sozinho nas previsões sombrias para o Brasil. A mediana das projeções do mercado para o PIB em 2020 voltou a cair, de -6,25% para -6,48%, no Relatório Focus, do Banco Central (BC). Os novos dados também foram divulgados nesta segunda, com estimativas coletadas até o fim da semana passada.

O corte reflete as mudanças nas expectativas anunciadas por bancos, corretoras, gestoras de recursos e consultorias nas últimas semanas. A expectativa de um tombo maior na economia se deve ao aumento dos receios quanto aos efeitos da pandemia de Covid-19.

Com informações do Valor Econômico